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Berlusconi rejeita pedido de renúncia
de ex-aliado de governo

O presidente da Câmara da Itália, Gianfranco Fini, disse que membros de seu partido podem deixar gabinete se premiê não renunciar

iG São Paulo |

O presidente da Câmara dos Deputados italiana, Gianfranco Fini, pediu a renúncia do primeiro-ministro Silvio Berlusconi e o início de negociações para a formação de um novo governo de centro-direita.

AP
Premiê da Itália, Silvio Berlusconi (à dir.), observa presidente da Câmara italiana, o ex-aliado Gianfranco Fini, em Roma (04/11/2010)
Fini - cofundador do governista Partido Povo da Liberdade (PDL), de Berlusconi, e que se tornou um dos maiores rivais do premiê - disse que os membros de seu novo partido Futuro e Liberdade para a Itália (FLI) dariam suporte a um governo liderado por Berlusconi somente se ele concordasse com algumas condições, incluindo um novo programa para ajudar a região sul do país e estimular os empregos, e uma mudança na lei eleitoral.

O antigo aliado do premiê fez as declarações no primeiro Congresso Nacional do FLI realizado neste final de semana em Bastia Umbra, na província de Perugia, na região central da Itália. O grupo parlamentar foi criado em meados de julho, depois de o político ser expulso do PDL.

Se Berlusconi não concordar com as condições, membros do partido de Fini podem renunciar a seus cargos no atual governo, acrescentou. Um ministro, um vice-ministro e diversos subsecretários são membros do partido de Fini.

Fini pediu a Berlusconi para responder diante do presidente da República, Giorgio Napolitano, e declarar uma crise de governo.

A intenção é iniciar uma nova fase que viabilize retomar a agenda e o programa, assim como avaliar a natureza da coalizão e a composição do Executivo.

Após o ultimato de seu ex-aliado, o premiê declarou que não pensa em renunciar e que a moção de confiança "é votada no Parlamento".

O futuro de Berlusconi no governo foi colocado na balança desde julho, quando ele efetivamente expulsou Fini do partido PDL, que eles criaram juntos em 2008, como uma nova força de centro-direita. A separação deixou Berlusconi sem uma segura maioria parlamentar depois que Fini carregou mais de 40 pessoas entre deputados e senadores para sua nova legenda.

A precária situação política que o Executivo atravessa se soma aos recentes escândalos sexuais que o governante esteve envolvido, sofrendo, portanto, uma progressiva queda de popularidade.

*Com Reuters e EFE

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