Berlusconi nega rumores sobre renúncia

Primeiro-ministro da Itália enfrenta pressão para deixar o cargo em meio à crise econômica nos países da zona do euro

iG São Paulo |

AFP
Berlusconi participa de entrevista coletiva durante cúpula do G20 em Cannes, na França (04/11)
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, negou nesta segunda-feira os rumores de que irá renunciar para que um novo governo possa implementar reformas econômicas no país, em meio à crise na zona do euro .

“Os rumores de minha renúncia são infundados", disse ele em sua página no Facebook. Mais cedo, jornais italianos tinham informado que a renúncia do líder seria anunciada em questão de horas.

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No sábado, milhares de italianos participaram de uma manifestação em Roma convocada pelo Partido Democrata (PD) para pedir a renúncia do premiê.

Segundo a oposição, Berlusconi não tem mais apoio da maioria dos parlamentares e não é capaz de tirar o país da crise econômica.

Na semana passada, dois deputados do partido de Berlusconi, o PDL, desertaram para o centrista UDC , reduzindo a bancada pró-Berlusconi para prováveis 315 parlamentares, um a menos que a maioria absoluta.

Diversos deputados de centro-direita disseram considerar a possibilidade de abandonar o premiê antes da votação sobre as finanças públicas italianas, que acontece na terça-feira. No domingo, porém, Berlusconi afirmou que tinha “checado os números” e que ainda tinha maioria no Parlamento.

O ministro italiano de Administração Pública, Renato Brunetta, admitiu em entrevista à TV nesta segunda-feira que o governo tem um “problema numérico” no Parlamento e que, se não houver maioria na votação de terça-feira, “todo mundo vai para casa”. O ministro do Interior, Roberto Maroni, concordou e acrescentou: “É inútil insistir.”

No mês passado, Berlusconi foi submetido a um voto de confiança e conseguiu o apoio da maior parte do Parlamento a uma moção de confiança ao seu governo. Caso saísse derrotado na ocasião, o premiê teria de renunciar ao cargo.

A vitória de Berlusconi, porém, foi apertada: 316 parlamentares votaram a favor da moção de confiança, enquanto 301 votaram contra.

Com AP, EFE e Reuters

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