La Maddalena (Itália), 10 set (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, defenderam hoje uma política europeia de imigração e o aumento do controle nas fronteiras, apesar das diferentes legislações que têm contra este fenômeno.

A imigração e o compromisso de pedir ao Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países ricos e principais nações emergentes) que impeça a especulação com o preço das matérias-primas foram dois dos temas debatidos na 16ª cúpula bilateral que ambos presidiram na ilha de La Maddalena.

Apesar das diferentes legislações com as quais Itália e Espanha tratam do fenômeno da imigração, tanto Berlusconi como Zapatero preferiram hoje adotar o discurso de que o problema é comum a todos na União Europeia (UE) e que, por conta disso, é preciso aplicar uma política geral no bloco.

Na opinião de Zapatero, essa política deve ser firme contra a imigração clandestina, já que por trás desta estão as máfias que traficam seres humanos, e buscar a cooperação dos países de origem e o respeito aos direitos humanos.

Berlusconi, por sua vez, repudiou as críticas ao Governo italiano por ter penalizado a imigração ilegal e desrespeitar os direitos dos imigrantes que encontra em águas internacionais.

"Não temos nada a aprender com ninguém. Conduzimos (o problema) de forma totalmente cristã e civilizada, para o bem de nossos cidadãos e dos imigrantes", declarou.

No entanto, para o chefe de Governo italiano, é preciso diferenciar os imigrantes legais e dos clandestinos, que, quando não têm trabalho, entram para o mundo do crime.

A respeito da cúpula do G20, que acontecerá no fim do mês, em Pittsburg (EUA), Zapatero e Berlusconi destacaram a importância de os países da UE chegarem ao encontro com posições alinhadas.

O premiê italiano propôs a Zapatero que o bloco continue defendendo a reforma do sistema financeiro internacional e a aplicação de medidas contra a especulação internacional do preço de matérias-primas, cujo aumento foi lembrado por Zapatero como uma das origens da atual crise. EFE nl/sc

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