Roma, 4 jun (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, afirmou hoje no comício de fechamento de campanha para as eleições europeias em Milão que seu partido levou à política uma nova moralidade.

Berlusconi esteve acompanhado por seu aliado e líder da Liga Norte, Umberto Bossi, e alguns ministros de seu Governo, como o encarregado de Defesa, Ignazio La Russa.

Ele assegurou que a moralidade consiste "não só em não roubar, mas também em manter os compromissos assumidos com o eleitorado durante a campanha".

O chefe do Governo italiano afirmou que Milão parece uma cidade africana: "No centro de algumas cidades italianas, por exemplo em Milão, parece que caminho por uma cidade africana e não em uma cidade europeia devido ao número de estrangeiros que há", assegurou.

O primeiro-ministro da Itália continuou hoje com uma série de entrevistas e aparições nos meios de comunicação.

Ele falou sobre os escândalos políticos que o atingiram recentemente, como a polêmica participação na festa do 18º aniversário "da filha de queridos amigos", que originou o pedido de divórcio de sua mulher, Veronica Lario.

O político e empresário também se referiu às acusações que pendem contra si pelo suposto uso de aviões públicos para transportar amigos e meninas jovens a festas realizadas em sua casa de Sardenha, Villa Certosa.

Berlusconi assegurou que não houve "nenhum abuso de poder", apesar de a Promotoria de Roma tê-lo incluído entre os intimados por um possível caso de uso pessoal de aviões públicos.

"Esta coisa não significa nada e será arquivada em breve. Existe uma norma aprovada pela Presidência do Conselho de Ministros que prevê que quando o primeiro-ministro usa um avião pode levar consigo a custo zero aquelas pessoas que considera que deve levar", disse hoje Berlusconi à emissora de televisão "Telelombardia". EFE fab/db

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