Berlusconi diz que membros da UE apóiam plano da CE contra crise

Bruxelas, 11 dez (EFE).- Os líderes da União Européia (UE) deram hoje seu apoio ao plano contra a crise proposto pela Comissão Européia (CE, órgão executivo do bloco europeu), que prevê destinar fundos equivalentes a 1,5% do PIB comunitário a impulsionar a atividade econômica e o emprego, segundo assegurou o premier da Itália, Silvio Berlusconi.

EFE |

Em declarações à imprensa ao término do primeiro dia do Conselho Europeu que hoje começou em Bruxelas, Berlusconi assinalou que todos os países estão de acordo com o número de 1,5% colocado pelo executivo comunitário.

Bruxelas acredita que a economia européia requer uma injeção de cerca de 200 bilhões de euros para sair da recessão.

A maior parte dessa quantia, de US$ 170 bilhões, os Estados-membros deverão contribuir, enquanto os US$ 30 bilhões restantes sairão do orçamento comunitário e do Banco Europeu de Investimentos.

A Alemanha, maior economia da UE, tinha se mostrado até agora reticente a aprovar novas medidas conjuntas, porque não quer pôr em risco sua equilibrada situação orçamentária e por preferir esperar conhecer o resultado das que já iniciou.

Porém, ao término do jantar em que debateram qual deve ser a resposta comunitária à crise econômica, Berlusconi deixou claro que houve "consenso" em torno da colocação da comissão.

O primeiro-ministro da Itália reconheceu, em todo caso, que "é muito difícil encontrar idéias novas" para resistir a forte desaceleração que atravessa a economia européia.

O premier ressaltou, assim, ser fundamental incentivar a demanda e considerou que, por isso, é preciso se esforçar por transmitir aos cidadãos que de seu comportamento dependerá a profundidade e a extensão da crise. EFE epn/rr

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