Berlusconi diz que frase sobre desaparecidos argentinos foi distorcida

Roma, 19 fev (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, reiterou hoje que seu polêmico comentário sobre os desaparecidos durante a ditadura argentina (1976-1983) foram distorcidos, segundo a imprensa local.

EFE |

O chefe do Governo italiano disse que, no comício que fez no último fim de semana em Sardenha, simplesmente quis dizer que ninguém pode lhe "comparar com Hitler, Mussolini ou Videla".

Berlusconi acrescentou que, quando fez as controversas declarações, se deu conta de que "alguém ria" e que, em reação a esse comportamento, disse que o assunto não era motivo de risos, já que se tratava de "uma coisa dramática, uma tragédia".

No sábado passado, o chefe do Governo italiano declarou: "De mim, os senhores da esquerda disseram de tudo, que sou o ogro de Arcore (residência de Berlusconi em Milão), que fui como Hitler, como Mussolini, como o ditador argentino que eliminava os opositores levando-os em um avião. Davam a eles uma bola (de ferro), abriam a porta e diziam 'Faz um bom dia, vá ver lá fora'".

"Faz rir, mas é dramático", acrescentou o premiê no dia.

O comentário fez o Governo argentino convocar o embaixador italiano em Buenos Aires, Stefano Ronca, para expressar su "profundaa preocupação" com as frases ditas por Berlusconi.

A oposição italiana chegou a pedir que o premiê apresente desculpas pelas "imperdoáveis" declarações. EFE fab/sc

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