Roma, 15 abr (EFE).- O conservador Silvio Berlusconi, vencedor das eleições italianas, disse hoje que está diferente do Berlusconi de 2001 e se mostrou partidário do federalismo, uma das principais reivindicações de seus aliados políticos da Liga Norte.

Berlusconi, que disse que está diferente, porque agora conhece "a máquina do Estado", fez essas afirmações a diversos meios de comunicação e se mostrou exultante, devido a maioria absoluta obtida.

Em declarações à rádio "Anch'io", o próximo primeiro-ministro destacou especialmente a questão do federalismo, e lembrou que uma organização federal era o sexto ponto de seu programa eleitoral.

"É um grande princípio de democracia e de liberdade", acrescentou o líder do Povo da Liberdade (PDL).

No aspecto econômico, o líder conservador disse que, no primeiro Conselho de Ministros, abolirá o imposto de bens imóveis e observará a situação, antes de tomar decisões sobre o alto custo de vida.

"Temos alguma idéia em mente, um projeto concreto que iniciaremos imediatamente para conter os preços", disse, antes de se referir também à situação da companhia aérea Alitalia.

Berlusconi se comprometeu a fazer "tudo o necessário para que a companhia funcione e se mantenha como apoio para o turismo e a economia italiana".

Com relação ao Governo, disse que a relação de nomes que formarão sua equipe "estará pronta em uma semana", e disse que tanto a Presidência do Senado quanto da Câmara dos Deputados serão para seu partido.

Também falou à oposição, e disse que "ficará feliz com um confronto contínuo e dialogante", e ressaltou que existem muitas propostas do Partido Democrático (PD) que podem ser incorporados a seu programa.

O líder conservador anunciou que realizará uma reforma institucional que pretende dar mais poderes ao primeiro-ministro, organizar o país com uma só Câmara legislativa, reduzir o número de parlamentares e conselheiros, também no nível regional e provincial.

Berlusconi qualificou de "fato histórico" o bipartidarismo resultante das últimas eleições, que deram 340 deputados e 168 senadores ao PDL, e 239 deputados e 130 senadores ao PD. EFE ebp/an

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