Berlusconi diz que ajudará Bush com Irã e Afeganistão

Por Matt Spetalnick e Robin Pomeroy ROMA (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, obteve a certeza de que seu antigo aliado, o premiê italiano, Silvio Berlusconi, irá ajudá-lo a pressionar o Irã sobre seu programa nuclear e que vai desempenhar um papel mais crucial na guerra do Afeganistão.

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Em um caloroso encontro que contrastou com a fria recepção que o norte-americano recebeu nas ruas de Roma, incluindo protestos e cantos de 'Bush, vá para casa', os líderes de Estados Unidos e Itália concordaram em aumentar a pressão sobre o Irã em relação a seu programa nuclear.

O Ocidente teme que as atividades de enriquecimento de urânio do Irã possam ser usadas para a construção de uma bomba nuclear. O Irã diz que seu programa é voltado apenas para a produção de energia para atender as necessidades de sua economia em expansão.

Bush ressaltou sua preferência pelo uso de meios diplomáticos mas repetiu que 'todas as opções estão na mesa', um refrão repetido em sua turnê pela Europa para convencer o Irã de que Washington irá considerar a ação militar para prevenir que o país islâmico obtenha uma arma nuclear.

Em uma entrevista coletiva, Berlusconi reiterou a oferta da Itália para se juntar ao grupo que lidera as conversas com o Irã, formado pelos cinco membros permanentes do conselho de segurança da ONU mais a Alemanha.

'Eu disse ao Silvio que iria seriamente considerar', disse Bush.

'Também deixei claro, no entanto, que todos nós, os cinco países mais um, precisamos mandar a mensagem para os iranianos para que suspendam seu programa de enriquecimento, ou irão enfrentar sanções e isolamento', disse Bush.

Berlusconi ofereceu a Bush o conhecimento da Itália sobre o Irã para ajudar nas negociações, dizendo que os extensivos laços comerciais entre a Itália e o Irã significam : 'nós conhecemos o Irã muito bem por dentro'.

Bush, que está na terceira parada de sua turnê de uma semana pela Europa, também foi assegurado por Berlusconi, um dos líderes que apoiou a invasão das tropas norte-americanas no Iraque em 2003, de que a Itália iria afrouxar a proibição do uso de suas tropas no combate na missão da Otan no Afeganistão.

(Reportagem adicional de Jeremy Pelofsky, Stephen Brown, Philip Pullella e Gavin Jones)

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