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Berlusconi deixa o hospital e apela pelo diálogo na Itália

MILÃO - O chefe de governo italiano, Silvio Berlusconi, apelou pelo o diálogo depois de receber alta e http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/12/17/berlusconi+deixa+hospital+e+vai+para+sua+casa+em+arcore+9248204.html target=_topdeixar nesta quinta-feira o hospital onde foi internado depois de ter sido agredido no último domingo.

AFP |

"Duas coisas me ficam desta experiência: o ódio de alguns poucos e o amor de tantos, muitíssimos italianos", declarou Berlusconi, em uma mensagem oficial divulgada pelo governo, na qual pede "uma nova era de diálogo".

"Se o que ocorreu gerar uma consciência maior da necessidade de uma linguagem mais moderada e honesta na política italiana, então esta dor não terá sido inútil", acrescentou.

"Alguns representantes da oposição parecem entender: se se distanciarem com honestidade dos poucos que fomentam a violência, então finalmente se poderá alcançar uma nova era de diálogo", concluiu.

Ao deixar o hospital, Berlusconi não abriu a janela fumê de seu carro, mas acenou para os jornalistas. Ainda exibia um curativo no nariz e na parte esquerda do rosto, muito atingidos pela miniatura da catedral com que foi agredido.


Berlusconi deixa o hospital com curativo no rosto / AFP

Mais de 50 jornalistas e curiosos se reuniram ao lado do hospital à espera de sua saída.

Berlusconi seguiu direto para sua residência em Arcore, a 15 km de Milão, para um repouso que deverá durar duas semanas, segundo recomendações de seu médico pessoal.

"Boa volta para casa", afirmava uma das faixas estendidas junto à entrada da residência Berlusconi, cujas vias de acesso estão estritamente vigiadas pela polícia.

Berlusconi teve que passar quatro noites no hospital San Raffaele de Milão, apesar de um prognóstico inicial que assinalava entre 24 e 36 horas de observação devido às dores persistentes no rosto causadas pelo impacto e a antigos problemas cervicais reavivados pela agressão.

Primeiro ministro italiano pela terceira vez, Silvio Berlusconi, de 71 anos, é um dos homens mais ricos do mundo, e também um dos políticos mais polêmicos da história recente na Europa. Esta condição ele alcançou por ações políticas, como o apoio à invasão dos Estados Unidos ao Iraque, e por sua conduta pessoal, repleta de histórias envolvendo festas e prostitutas.

Agressão no domingo

No domingo, o líder conservador italiano foi atacado por um homem com histórico de desequilíbrio mental quando concedia autógrafos, depois de um comício.

O agressor de Berlusconi, Massimo Tartaglia, de 42 anos, que se submete a tratamento psiquiátrico há 10 anos, deverá permanecer na prisão de San Vittore em Milão por ordem judicial.

A justiça rejeitou o pedido de seus advogados para que fosse transferido a um hospital psiquiátrico.

Apesar de ser considerado um fato isolado pela polícia, simpatizantes e opositores do primeiro-ministro se acusaram reciprocamente de terem sido os provocadores morais do ataque.


Berlusconi é amparado por seguranças após ser agredido na Itália

Comércio de Natal

Enquanto isso, a venda de réplicas em miniatura da catedral gótica de Milão, similar que foi usada na agressão contra Berlusconi, bate recordes de vendas na capital da Lombardia, norte da Itália.

A réplica, em alabastro ou metal, custa entre 6 e 10 euros, e agora faz parte dos presentes mais curiosos para o Natal.

O Domo de Milão, como é conhecida a catedral, é um dos templos de maiores dimensões do mundo e pode receber 40.000 pessoas em seu interior.

A reprodução de sua forma gótica e pontiaguda, com 136 pontas de mármore, explica a gravidade dos ferimentos ocasionados ao chefe de Estado.

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