Roma, 19 jan (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, defendeu hoje a constituição de uma autoridade que coordene as ajudas e a assistência humanitária no Haiti, devastado por um terremoto há uma semana.

"A situação é dramática. Deveria haver uma autoridade que coordenasse tudo, mas até este momento isso não aconteceu", disse Berlusconi durante uma visita à cidade italiana de L'Aquila, epicentro de um terremoto que causou 299 mortos em abril de 2009.

O primeiro-ministro da Itália destacou que, desde que ocorreu a tragédia do terremoto no Haiti, a comunidade internacional manteve contato permanente para tratar da ajuda ao país.

"Estamos todos falando com todos em nível internacional para (conseguirmos) uma coordenação, mas a situação é verdadeiramente dramática", afirmou Berlusconi.

Na Itália, "já fizemos coisas: aprovamos uma quantia (de dinheiro), enviamos um porta-aviões nosso, já há um hospital de campanha com 20 médicos em atividade (no Haiti)", acrescentou.

O chefe do Executivo italiano disse ainda que as autoridades de seu país estudam um plano de ajuda ao Haiti que poderia contemplar o envio de policiais militarizados para ajudar na segurança da nação caribenha.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) da terça-feira passada e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que pelo menos 17 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti, também morreram no tremor. EFE mcs/sc

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