Berlusconi considera promotores de Milão um 'câncer' à democracia

Em comício transmitido pela TV italiana, primeiro-ministro diz que promotores usam direto como arma política contra ele

EFE |

O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, voltou neste sábado a agredir verbalmente os promotores de Milão que o investigam em quatro processos na Justiça local, definindo-os como um "câncer" para a democracia, que deveria ser extirpado da sociedade.

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Berlusconi diz se sentir humilhado por ter de comparecer toda segunda-feira aos tribunais
"Os mesmos promotores ainda estão aí, repetindo o mesmo tipo de subversão: é uma patologia, é um câncer à democracia que temos de extirpar", disse Berlusconi, durante um comício do partido Povo da Liberdade (PDL), em Milão (norte da Itália), em discurso retransmitido pela televisão.

"Em 26 ocasiões, os promotores de Milão tentaram usar o direito como arma política para afastar um político. Se uma só delas tivesse chegado a dar certo, quem lhes fala estaria fora da vida política", acrescentou.

O primeiro-ministro, que disse se sentir "humilhado" por ter de comparecer toda segunda-feira aos tribunais, voltou a criticar também o Tribunal Constitucional, que derrubou as imunidades judiciais de Berlusconi. Esta é uma "democracia doente, na qual os promotores de esquerda refutam as leis que não lhes agradam e as levam perante o Tribunal Constitucional, que tem 11 juízes de esquerda e quatro de centro-direita, graças a uma sucessão de presidentes da República que são expressão da esquerda", afirmou Berlusconi.

Durante o comício, de apoio à prefeita de Milão, Letizia Moratti, Berlusconi prometeu que após as eleições municipais de maio, será apresentado um projeto de lei para reduzir pela metade o número de parlamentares (a câmara baixa conta com 630 membros e o Senado com 315).

Ele falou também sobre a construção de mesquitas na Itália, um tema particularmente polêmico em Milão. "A esquerda quer deixar que se construam templos muçulmanos em qualquer lugar, mas nós achamos que não é justo construir mesquitas aqui quando, em seus países de origem, não se pode nem sequer construir uma igreja", afirmou o líder.

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