Berlusconi confirma que Itália permanecerá no Afeganistão

Roma, 28 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, rejeitou hoje as dúvidas expressadas na segunda-feira pelo líder da Liga Norte, Umberto Bossi, e disse que a Itália manterá sua presença no Afeganistão.

EFE |

"Não mudamos a linha (sobre o Afeganistão)", disse Berlusconi, ao sair da Câmara dos Deputados.

Bossi e o ministro para a Simplificação Legislativa, Roberto Calderoli, desse grupo, defenderam ontem a retirada das tropas italianas do Afeganistão, do Líbano e do Kosovo, ao considerar que "custam demais e ninguém gosta das mortes".

"Temos várias missões militares no exterior, que nos custam muito e ninguém gosta das mortes. Fazemos parte de uma coalizão de Governo e não posso decidir sozinho. Mas temos que começar a falar e a raciocinar. Estamos em crise econômica e temos que ver as contas", disse Bossi, em uma festa de seu partido.

As palavras de Bossi geraram duras críticas da oposição e a intervenção do ministro de Exteriores, Franco Frattini, que, em Bruxelas, disse que a Itália permanecerá no Afeganistão.

A Itália tem 2,8 mil militares no Afeganistão distribuídos entre a capital do país, Cabul, e Herat, no oeste. EFE fab/an

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