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Berlusconi chama Guardian de jornal pequeno e defende sua popularidade

Roma, 7 jul (EFE).- O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, respondeu às críticas sobre seu envolvimento em orgias chamando a publicação inglesa The Guardian de jornal pequeno e reiterando que conta com apoio de 64,1% dos italianos.

EFE |

Berlusconi deu estas declarações na entrevista coletiva de apresentação da próxima cúpula do Grupo dos Oito (G8, formado pelos sete países mais desenvolvidos e a Rússia), que será realizada na localidade de L'Aquila entre 8 e 10 de julho.

O "Guardian" teria assegurado que os Estados Unidos tiveram de assumir o controle do encontro de chefes de Estado e de Governo pela falta de planejamento da Itália - que inclusive teve sugerida sua expulsão do grupo.

O chefe de Governo italiano qualificou essas afirmações como "um erro grande e colossal de um jornal pequeno".

Além disso, o primeiro-ministro da Itália apontou que, segundo pesquisas da Euromedia Research - "a empresa que adivinhou os resultados de todas as eleições", segundo ele -, sua popularidade é de 64,1% entre os italianos.

Ele assegurou que as críticas da imprensa não condicionarão os trabalhos da cúpula.

Durante a entrevista coletiva, Berlusconi explicou a organização das sessões de trabalho da cúpula e ressaltou a importância de o encontro se tornar um "G8 ampliado" a partir do segundo dia.

A Presidência italiana do G8 convocou os membros do G5 (Brasil, China, Índia, México e África do Sul).

O premiê se mostrou tranquilo diante das réplicas do terremoto que arrasou o centro da Itália em 6 de abril e foram sentidos em L'Aquila nos últimos dias. Segundo ele, todos os edifícios em que estarão os participantes cumprem medidas de prevenção contra terremotos.

Em referência à situação no Irã, Berlusconi não descartou a possibilidade de serem aplicadas punições ao país ainda durante a cúpula.

Sobre o Paquistão, o premiê reiterou a necessidade de defender "a democracia" no país, que conta com "60 bombas atômicas", e espera que o encontro defina uma ajuda de entre US$ 10 e 15 bilhões para "ajudar aqueles que sofrem fome no mundo". EFE.

ebp/dp

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