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Berlusconi anuncia Governo de momentos difíceis e reformas impopulares

Roma, 16 abr (EFE).- O recém-eleito primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, deu hoje novas informações sobre como será seu Governo e alertou que haverá momentos difíceis e reformas com conteúdos impopulares.

EFE |

Berlusconi disse que "os privilégios na administração pública serão cortados" e que enxugamento, também de gastos, "deverão ser feitos pelas entidades públicas".

As advertências de Berlusconi foram feitas em entrevista coletiva após reunião em Roma com seus aliados: o líder da Aliança Nacional (AN) e número dois da coalizão conservadora, Gianfranco Fini, além de seus pares da Liga Norte (LN), Umberto Bossi, e da Autonomia Sul (AS), Raffaele Lombardo.

Berlusconi comentou novamente os principais rumos de seu futuro Governo e voltou a dirigir sua atenção a seus parceiros da Liga Norte ao falar do federalismo.

A LN, que obteve seus três milhões de votos principalmente nas regiões mais ricas da Itália, tem, entre suas exigências, um federalismo fiscal, para que possa tramitar seus próprios impostos.

Berlusconi disse que o seu federalismo será "solidário e levará em conta todas as regiões", motivo pelo qual explicou que vai elaborar um sistema fiscal "que favorecerá regiões como Sardenha e Sicília", duas das mais pobres da Itália.

O líder do partido Povo da Liberdade (PDL) também disse que o AS terá representação em seu Governo, "como é lógico e justo".

Em seguida, Berlusconi disse que não descarta seguir o "modelo Sarkozy" - em alusão ao presidente francês, Nicolas Sarkozy -, de "pescar" personalidades da oposição para seu futuro Executivo.

O futuro primeiro-ministro italiano entrou na pauta econômica ao falar do Banco Central Europeu (BCE), sobre o qual disse que deveria passar por uma "ampliação de suas funções, com decisões coletivas, além do controle da inflação".

Quanto à situação crítica da companhia aérea estatal Alitalia, Berlusconi não quis revelar se a empresa será um dos assuntos que discutirá nesta quinta-feira com o presidente russo, Vladimir Putin.

Há informações de que a estatal russa Aeroflot tem interesse em assumir o comando da companhia italiana.

Putin será o primeiro chefe de Estado com o qual Berlusconi se reunirá depois de ter sido eleito para a chefia do Governo italiano.

EFE alg/bba/sc

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