Berlusconi adianta detalhes do plano de governo

ROMA, 16 ABR (ANSA) - Silvio Berlusconi, líder do partido de centro-direita Povo da Liberdade (PDL) e vencedor das eleições parlamentares italianas, adiantou na noite dessa terça-feira os primeiros detalhes de seu programa de governo -- os nomes dos possíveis membros de seu gabinete já vazaram.

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Berlusconi esclareceu que apesar do impressionante desempenho eleitoral da Liga Norte -- que quase duplicou seus votos em relação às eleições de 2006 -- não irá condicionar sua autoridade.

Segundo o líder do PDL, a Liga sempre foi "um aliado ideal", como demonstra o fato de que em seu governo anterior "em cinco anos no poder nunca ter mandado".

Com relação à forte exigência de reformas institucionais defendidas pelo líder da Liga, Umberto Bossi, o futuro premier reservou-lhe um cargo de vice-presidente de governo, responsável justamente por essas reformas.

Berlusconi voltou a ressaltar que não pensa em propor à Liga fazer parte do PDL e anunciou um processo acelerado de normalização da coalizão, com a dissolução de seus partidos fundadores (Forza Italia e Aliança Nacional) e um congresso de fundação antes no final do ano.

O líder do PDL voltou a indicar que a crise do lixo na região da Campania e o problema da venda da Alitalia constituem as primeiras prioridades de seu governo, e insistiu que apesar da "dramática situação" da companhia aérea - como definiu nessa terça-feira seu presidente, Aristide Police - confia em uma "solução serena e tranqüila".

Berlusconi voltou a confirmar que pensa em abolir o imposto sobre a primeira casa (ICI) e prometeu que para a primeira reunião de seu Conselho de Ministros já tem pronto "um projeto de lei que elimina os adicionais por horas extras de trabalho e os prêmios de produtividade" e cria um bônus de 1.000 euros por cada recém nascido".

Quanto a sua equipe de governo e os principais cargos institucionais, antes de uma reunião com Bossi e o líder de Aliança Nacional, Gianfranco Fini, convocada para esta quarta-feira, na qual serão definidos os últimos detalhes, alguns nomes já fora divulgados.

Os presidentes das câmaras do Parlamento, como foi anunciado na campanha eleitoral, pertencerão à maioria governista: Fini para a Câmara dos Deputados, enquanto no Senado, especula-se Mario Schifani (Forza Italia) ou Roberto Formigoni (ex-democrata-cristão, atual governador da Lombardia).

"Antes do final de semana", anunciou o líder do PDL, "será divulga a lista completa dos ministros e subsecretários".

A equipe irá incluir quatro mulheres em um total de "sessenta pessoas de experiência consolidada nos assuntos públicos".

Ao nome do possível ocupante do cargo de chanceler, Franco Frattini, atual comissário e vice-presidente do executivo colegiado da União Européia, irão se somar os dos vice-primeiros-ministros (Bossi e Gianni Letta, o colaborador mais próximo de Berlusconi), Roberto Maroni (Liga Norte) no Ministério do Interior, Giulio Treonti (Forza Italia) no da Economia, Ignazio La Russa (Aliança Nazional) no da Defesa e Altero Mattioli (Aliança Nacional) no da Infra-estrutura.

As quatro ministras serão provavelmente: Stefania Prestigiamo (Forza Italia), que já foi ministra no governo anterior de Berlusconi e agora terá a pasta de Saúde e Educação, Rosi Mauro (Liga Norte) com a de Atividades Produtivas, Mara Carfagna -- ex-bailaria e apresentadora de televisão -- com a de Igualdade de Oportunidades, e uma dirigente da Aliança Nacional sem pasta, que poderá ser Adriana Poli Bortone ou Giorgia Meloni. (ANSA)

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