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Berlusconi acusa de crueldade médicos que ajudarão Eluana a morrer

Roma, 7 fev (EFE).- O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, acusou hoje de crueldade os médicos que, após o pedido da família, suspenderam a alimentação e a hidratação artificial a Eluana Englaro, a italiana de 38 anos que desde 1992 se encontra em estado vegetativo.

EFE |

"Francamente, não entendo como profissionais que têm que salvar vidas humanas possam se comprometer a realizar uma ação deste tipo, que leva à morte com crueldade, ao privar o organismo de comida e água", disse Berlusconi aos jornalistas, à margem de uma visita a Sardenha para participar da campanha para as eleições regionais.

Berlusconi acrescentou que está "verdadeiramente surpreso" diante da "pressa" com a qual os médicos agiram para retirar a alimentação e a hidratação de Eluana.

A família Englaro iniciou há dez anos uma batalha legal para receber a autorização de ajudar Eluana a morrer e, em novembro do ano passado, o Supremo confirmou a sentença do Tribunal de Apelação de Milão, que consentia o procedimento.

Para Berlusconi, no caso do Eluana, há um confronto entre a "cultura da vida e a cultura da morte".

"Nós (o Governo) somos a favor da cultura da vida e da liberdade", disse.

O Executivo apresentou ontem um decreto urgente que pretende impedir a morte da italiana, mas que não pôde entrar em vigor, pois não foi assinado pelo presidente Giorgio Napolitano, que o considerou "inconstitucional".

No entanto, Berlusconi reuniu horas depois seus ministros e anunciou a apresentação de um projeto de lei com o mesmo conteúdo e que tentará ser aprovado no Parlamento no tempo recorde de dois ou três dias.

"Esperava que a Presidência da República superasse os fatos jurídicos (...) e considerasse que o decreto tinha sido aprovado para salvar uma vida humana", acrescentou.

O caso de Eluana criou, como indicam hoje todos os meios de comunicação, um confronto entre as duas maiores instituições do país - o Governo e a Presidência -, já que Berlusconi aprovou o decreto urgente sem levar em conta que Napolitano advertiu que não assinaria.

O primeiro-ministro disse hoje que não existe nenhum tipo de enfrentamento com a Presidência da República. EFE ccg/an

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