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Berlim nega envolvimento de agentes alemães em atentado no Kosovo

Berlim, 24 nov (EFE).- O Governo da Alemanha negou que os três alemães detidos semana passada na capital do Kosovo, Prístina, supostos agentes dos serviços secretos BND, estivessem envolvidos em atentados terroristas, afirmaram hoje fontes do Executivo em Berlim.

EFE |

O vice-porta-voz do Governo, Thomas Steg, qualificou de "absurdo e inimaginável" supor que o Estado alemão "pudesse estar envolvido em atentados terroristas no estrangeiro".

O litígio diplomático agravou-se com os 30 dias de prisão preventiva aplicados aos alemães, que o Governo kosovar suspeita de envolvimento no atentado com explosivos cometido há dez dias contra a representação da União Européia em Pristina.

Segundo o jornal "Süddeutsche Zeitung", a justiça do Kosovo acusa um dos detidos de ter entrado há dez dias em um edifício vizinho, vazio, do qual teria lançado o explosivo.

O porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Jens Plötner, lembrou que "a Alemanha foi um dos primeiros países a reconhecer a independência do Kosovo", e ressaltou as "boas relações que mantêm os países" pelo que confiam em um "rápido esclarecimento" do caso.

O Governo germânico não precisou que atividade desempenhavam no Kosovo os alemães, entre 41 e 47 anos, interrogados durante horas em Pristina.

Eles afirmam que tinham ido ao local apenas para inspecioná-lo; um deles foi visto aparentemente quando entrou em um edifício vizinho vazio de onde foi lançada a bomba, explica a revista "Der Spiegel" em sua edição de hoje.

Deste prédio, aparentemente o agente tirou fotografias dos escritórios da UE danificados pela explosão da bomba, acrescenta a revista, destacando que sua detenção e as de seus dois companheiros aconteceram cinco dias depois.

Entre Governos amigos é habitual que agentes secretos de um país sejam declarados ao outro para gozarem de imunidade diplomática, lembra a "Der Spiegel", comentando que, neste caso, o BND não atuou assim com seus agentes por eles não serem de pessoal fixo destinado ao Kosovo. EFE emm/jp

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