Berlim minimiza declarações de Merkel sobre entrada da Geórgia na Otan

Berlim, 18 ago (EFE).- O Governo da Alemanha minimizou hoje as declarações da chanceler alemã, Angela Merkel, feitas neste domingo, em Tbilisi, nas quais afirmou que a Geórgia será membro da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) se quiser, e que em Berlim foram interpretadas como uma mudança de sua postura até agora reticente.

EFE |

O vice-porta-voz do Governo, Thomas Steg, ressaltou hoje que as "portas da Otan estão abertas", mas matizou que, "neste momento, a Geórgia não está em condições de entrar" na Aliança, e que, por esse motivo, não está sendo colocada uma data.

Steg negou que Merkel tenha mudado de opinião a respeito e afirmou que a postura dela e a do presidente da França, Nicolas Sarkozy, diante da cúpula da Otan em Bucareste foram mal interpretadas.

A única coisa que os dois quiseram evitar, disse Steg, é que se aprovasse incluir a Geórgia e a Ucrânia no "plano de ação" para a adesão, o que teria desencadeado uma dinâmica a respeito do calendário, mas não impedir uma futura entrada.

O porta-voz ressaltou que a colocação de um calendário dependerá da evolução que o país vier a registrar. Também lembrou que, em dezembro, a Otan revisará os avanços realizados pela Geórgia e Ucrânia, e que então se verá se o Governo "criou as condições necessárias" para falar de entrada.

Além disso, Steg disse que, na reunião de amanhã em Bruxelas entre os ministros de Assuntos Exteriores da Otan, será analisada a possibilidade de que a Aliança possa se envolver na reconstrução da Geórgia, mas apenas dentro do programa "Associação para a Paz", e não com uma operação militar.

O vice-porta-voz anunciou também que a Alemanha proporá à Presidência francesa da UE realizar uma conferência dos membros do bloco com a Geórgia e seus países vizinhos, iniciativa que Merkel já havia antecipado ontem durante sua estadia em Tbilisi.

Sobre as informações da rede de televisão pública "ARD" de que entre os soldados georgianos apareceram fuzis de fabricação alemã, o que violaria as leis de exportação da Alemanha, o porta-voz afirmou que seu Governo não deu nenhuma autorização. EFE ih/an

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