Berlim insiste em condenação de assassinato de egípcia em tribunal de Dresden

Berlim, 13 jul (EFE).- O Governo alemão voltou hoje a condenar a morte de Marwah el-Sherbini, a egípcia assassinada há dez dias em um tribunal de Dresden, no leste da Alemanha, depois de críticas do regime iraniano contra a Alemanha.

EFE |

O porta-voz do Governo, Ulrich Wilhelm, afirmou hoje que na Alemanha "não há espaço" nem para a xenofobia, nem para o anti-islamismo.

"Denunciamos esse tipo de crimes, ocorram onde ocorram", afirmou.

A morte do Marwah despertou a indignação do mundo islâmico e protestos foram organizados em frente à embaixada da Alemanha no Cairo e em Teerã, pelo caráter racista e xenófobo do crime.

O ministro de Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, já transmitiu na semana passada suas condolências ao colega egípcio, Ahmad Ali Aboul-Gheit, pelo assassinato da mulher.

"A terrível morte de Marwah El Sherbini em Dresden comoveu profundamente o povo da Alemanha e a mim pessoalmente", afirmou o chefe da diplomacia alemã.

Steinmeier expressou sua disposição de fazer o possível "para impedir que este tipo de crime se repita", que gerou fortes protestos e manifestações com acusações de racismo contra a Alemanha.

A egípcia Marwah, de 31 anos, morreu no dia 1º de julho, pouco depois de ser agredida em uma sala do palácio de Justiça de Dresden, pelo alemão de origem russa Alex W., de 28 anos, com 18 facadas e que feriu gravemente seu marido.

O autor do crime, com tendências neonazistas e xenófobas, estava sendo processado por um crime de injúria, já que tinha insultado sua vítima meses antes, em um parque da cidade. EFE nvm/pd

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