Bergé nega apego à coleção de Saint Laurent que será leiloada

Paris, 25 jan (EFE).- O empresário Pierre Bergé, companheiro do estilista Yves Saint Laurent, morto em 2008, explicou hoje que leiloará a coleção de arte de 500 milhões de euros que reuniu com o ícone da moda porque mantê-la sem ele não tinha absolutamente razão de ser.

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"Após a morte de Yves Saint Laurent, considerei que essa coleção não tinha absolutamente razão de ser. Quando estava vivo, o que era seu era meu, e vice-versa", explica o multimilionário em entrevista publicada pelo jornal "Le Journal du Dimanche".

Bergé afirma que assistirá às "exéquias" da coleção para ver passar a outras mãos as obras de Picasso, Matisse, Cézanne, Léger, Mondrian, Ingres, Géricault, Gainsborough, Franz Hals, objetos do Renascimento, desenhos, peças de ourivesaria, de arqueologia e de arte asiática.

As 700 peças da coleção serão vendidas entre 23 e 25 de fevereiro no que a imprensa chamou de "o leilão do século".

Será um momento "interessante, não triste", explica Bergé, que conta que tomou a decisão porque não tem o mesmo "sentimento de posse" que Saint Laurent tinha.

A obra de que mais gosta não é "nem a mais rara nem a mais cara", mas uma "pequena paisagem de Degas", afirma o empresário, de 78 anos, que manteve uma grande amizade com o ex-presidente francês François Mitterrand.

"Vendo tudo. Não guardo mais que um pássaro africano, porque é o primeiro objeto que comprei com Yves Saint Laurent. Não fico com nada. Acharia desonesto", diz Bergé.

Patrocinador declarado da ex-candidata socialista à Presidência da França Ségolène Royal, ele diz manter uma boa relação com quem a derrotou, o presidente Nicolas Sarkozy, e confessa que sente muito afeto pela primeira-dama, Carla Bruni-Sarkozy, uma mulher "muito inteligente e... de esquerda". EFE jaf/db

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