Bento XVI se encontra com jovens de todo o mundo na Austrália

O Papa Bento XVI parte neste sábado para Sydney, na Austrália, por ocasião das 23ª Jornadas Mundiais da Juventude (JMJ).

AFP |

Durante sua estada, o papa voltará a se desculpar com as vítimas de abusos sexuais cometidos por sacerdotes australianos, tal como o fez em abril nos Estados Unidos.

Também não será esquecida a situação dos aborígenes que sofrem ainda as conseqüências de séculos de usurpação, denunciada por João Paulo II durante sua primeira visita à Austrália em 1986.

Bento XVI abordará o assunto na cerimônia de boas-vindas no porto de Sydney, onde chegará de navio para abrir uma imponente cerimônia com danças e cantos dos primeiros habitantes desse continente.

Antes de iniciar a mais longa viagem de seu pontificado, o religioso alemão convidou a Igreja católica a participar com entusiasmo desta "nova etapa da grande peregrinação juvenil pelo mundo iniciada em 1985 por João Paulo II".

Joseph Ratzinger, de 81 anos, de saúde frágil, permanecerá nove dias na Austrália, hospedando-se primeiro numa fazenda rural de mil hectares do Opus Dei a 40 quilômetros de Sydney.

A visita oficial começará na quinta-feira, 17 de julho, concluindo no domingo 20 de julho.

A próxima viagem do Papa alemão em três anos de pontificado, segue-se as realizadas em Colonia, na Alemanha em 2005; a visita à Turquia em novembro de 2006 para retomar as tensas relações com o mundo muçulmano e ao discurso em abril deste ano em Nova York na assembléia geral das Nações Unidas.

Os 125.000 delegados de todo o mundo convocados para as JMJ, aos que se somarão milhares de jovens australianos, representam a nova geração de católicos, globalizada e unida por um único chefe espiritual.

Os 11 pronunciamentos que o Papa fará durante a visita, entre eles a homilia durante missa ao ar livre domingo, serão dedicados a "temas gerais", explicou o porta-voz do Papa, padre Federico Lombardi.

"Estou certo de que em cada rincão da Terra, os católicos se unirão a mim e aos jovens no Cenáculo em Sydney, invocando intensamente o Espírito Santo para que inunde os corações de sua luz interior que é o amor a Deus", disse o Papa no dia 6 de julho passado.

O pedido do pontífice será lançado de um "país-continente fortemente secularizado, onde os católicos são minoria", explicou o cardeal Stanislaw Rylko, responsável pelas JMJ.

O secularismo da sociedade moderna e a perda do sentimento de "trascendência" são denunciados constantemente por Bento XVI.

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