Bento XVI reza no Marco Zero com parentes de vítimas do 11 de Setembro

Nova York, 20 abr (EFE).- O papa Bento XVI rezou hoje, em seu último dia de estadia nos Estados Unidos, com familiares das vítimas dos atentados de 11 de setembro de 2001, em uma emocionamente e breve cerimônia que trouxe à memória dos nova-iorquinos as trágicas lembranças de quase sete anos atrás.

EFE |

No cenário do pior atentado terrorista sofrido pelos Estados Unidos, o papa rezou com um grupo de pessoas representando os quase 3.000 mortos após dois aviões comerciais colidirem contra as Torres Gêmeas de Nova York.

Bento XVI passou de papamóvel, acompanhado pelo arcebispo de Nova York, cardeal Edward Egan, e pelo secretário pessoal do pontífice, Georg Gänswein, pela rampa que serviu para tirar os corpos das vítimas da enorme cova deixada pelas Torres Gêmeas, e onde agora é a entrada da reconstrução do local.

O papa desceu do papamóvel para ir a um pequeno altar com as cores do Vaticano, branco e amarelo, onde se ajoelhou, rezou em particular e acendeu uma vela pelas vítimas.

Bento XVI rezou a partir desse "cenário de incrível violência e dor" pelos mortos, policiais, bombeiros, trabalhadores da Autoridade do Porto de Nova York e Nova Jersey e Defesa Civil, assim como pelos trabalhadores dos edifícios, e pelas pessoas que ficaram com seqüelas ou adoeceram nos trabalhos de remoção e resgate.

Também pediu pelas vítimas causadas pelos ataques ao Pentágono, em Washington, e do avião que caiu no mesmo dia na Pensilvânia.

"Deus de paz, traga-nos sua paz a nosso violento mundo: paz nos corações de todos os homens e mulheres das nações da terra. Leva teu amor aos corações e às mentes dos que estão consumidos pelo ódio", pediu o pontífice.

Pouco depois, representantes da Polícia, do serviço de bombeiros e da autoridade portuária cumprimentaram e beijaram o anel de Bento XVI, assim como o grupo de familiares das vítimas.

Para assistir a esse breve e emocionante encontro com o papa, houve um sorteio entre as pessoas interessadas, e 24 foram escolhidos para participar da cerimônia, na qual também receberam um rosário e um crucifixo como presente de Bento XVI.

No imenso solar sobre o qual será erguida a construção que homenageará as vítimas, ainda há restos mortais de 1.100 pessoas, e alguns católicos e afetados pelo atentado consideram que o papa deveria falar com as autoridades para que seus parentes recebam uma sepultura adequada.

A cerimônia também teve a presença dos governadores de Nova York, David Paterson, e de Nova Jersey, Jon Corzine, assim como do prefeito de NY, Michael Bloomberg.

Depois, Bento XVI voltou ao centro da cidade, até a residência do núncio diante da ONU, Celestino Migliori, para almoçar e descansar antes da grande missa que celebrará no estádio de beisebol do New York Yankees, no bairro do Bronx. EFE emm/an

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