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Bento XVI pede que jovens cuidem do planeta e evitem degradação sexual

Antonio Lafuente Sydney (Austrália), 17 jul (EFE).- O papa Bento XVI pediu hoje aos jovens do mundo que cuidem do planeta e lhes preveniu contra a degradação sexual, em um grande ato na cidade australiana de Sydney, onde acontece a 23ª Jornada Mundial da Juventude.

EFE |

Bento XVI lhes advertiu contra "um insaciável consumo" que deixa "cicatrizes em nossa terra" e que degrada não só a natureza, mas também o ser humano "através do álcool, das drogas, da exaltação da violência e da degradação sexual".

O papa começou assim seu primeiro dia de atos oficiais na Austrália, onde elogiou a "coragem" das autoridades do país por ter reconhecido as injustiças cometidas contra os aborígines.

No entanto, Bento XVI não pediu, por enquanto, o perdão que muitos australianos esperam ouvir devido aos abusos sexuais cometidos nesse país por membros da Igreja Católica.

O pontífice começou os atos protocolares com uma cerimônia de boas-vindas na Casa do Governo, onde foi recebido pelo primeiro-ministro do país, Kevin Rudd.

Em suas palavras de agradecimento, Bento XVI falou da proteção ao meio ambiente, um dos assuntos que - segundo antecipou no sábado passado - centrarão suas atenções durante a Jornada Mundial da Juventude.

Após as visitas e reuniões de rigor com os políticos locais, e após almoçar em particular, o pontífice viveu os momentos mais populares, quando trocou seu tradicional "papamóvel" por uma embarcação, para dar um passeio pela baía de Sydney.

A embarcação do papa, na qual viajavam 500 jovens e dezenas de religiosos, entre eles vários cardeais, foi escoltado durante os 45 minutos de passeio por seis helicópteros, dezenas de policiais em jet-skis e lanchas rápidas, e centenas de católicos que viajavam em vários barcos ao redor.

Bento XVI começou a travessia na proa do navio, mas depois foi para a parte fechada a fim de se proteger do clima do inverno australiano.

Ao chegar a Barangaroo, os jovens receberam o papa com músicas e danças tradicionais dos aborígines da Austrália.

Quando Bento XVI desceu da embarcação, os jovens manifestaram sua alegria com vivas.

Após chegar ao píer, o papa voltou a seu tradicional papamóvel, com o qual percorreu uma parte do local e se deslocou até um gigantesco palco montado para a ocasião.

Foi então que o papa incentivou os jovens a cuidar do planeta, lhes preveniu contra o relativismo e o consumismo, para depois convidá-los a evangelizar o mundo.

"Estamos descobrindo que há cicatrizes que marcam o rosto de nossa terra, como a erosão, o desmatamento, o espólio dos recursos minerais e dos oceanos para dar combustível a um insaciável consumo", disse.

Essa degradação - segundo o papa - acontece não só no planeta, mas também no ser humano, "através do álcool, das drogas e da exaltação da violência e da degradação sexual, freqüentemente apresentada como um entretenimento na televisão e na internet".

Bento XVI aprofundou essa questão quando disse: "pergunto-me se alguém pode estar diante de alguém que sofreu abusos sexuais e explicar que essas tragédias, no mundo virtual, são consideradas como um mero 'entretenimento'".

Também incluiu no discurso as posições tradicionais da Igreja Católica sobre a oposição o aborto, quando comentou: "como pode ter se transformado em um lugar de violência o mais maravilhoso e sagrado lugar humano, o ventre da mulher?".

O papa disse que todos esses problemas, como em relação ao meio ambiente e à marginalização, e outras preocupações, como a justiça e a paz, somente podem ser compreendidos através da "dignidade concedida por Deus" aos seres humanos.

Ao terminar o discurso, os jovens voltaram a aclamar Bento XVI, que saiu do píer no "papamóvel" e se retirou para descansar até amanhã, quando participará da Via-sacra, entre outros atos. EFE alg/an

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