Bento XVI pede fim de preconceitos contra os cristãos

Cidade do Vaticano, 8 jan (EFE).- O papa Bento XVI pediu hoje que, no mundo ocidental, não sejam cultivados preconceitos ou hostilidades contra os cristãos, simplesmente porque, em certas questões, sua voz perturba.

EFE |

Bento XVI dirigiu hoje um discurso ao corpo diplomático credenciado perante a Santa Sé por ocasião das tradicionais felicitações de novo ano.

O pontífice falou sobre a perseguição aos cristãos, e também se referiu à situação dos mesmos no Ocidente e pediu que, como "os discípulos de Cristo, diante de tais provas, não percam o ânimo".

"Se as tribulações são duras, a constante presença de Cristo é um consolo eficaz", disse.

O papa renovou os pedidos às autoridades civis e políticas para que coloquem fim à intolerância e às humilhações contra os cristãos.

Bento XVI falou de desarmamento e da não-proliferação nuclear, da fome que se agrava por causa da crise econômica, sobre a qual disse que é preciso saná-la, e isso só poderá ser alcançado criando uma nova confiança "através de uma ética fundada na dignidade inata da pessoa humana".

O papa lembrou os que sofreram por causa de graves catástrofes naturais, em particular no Brasil, Colômbia, Vietnã, Mianmar, China, Filipinas, América Central e Caribe, ou por causa de sangrentos conflitos nacionais ou regionais e de atentados terroristas que espalharam morte e destruição em países como Afeganistão, Índia, Paquistão e Argélia.

"Apesar dos muitos esforços realizados, a tão desejada paz ainda está distante, mas não se deve desanimar nem atenuar o compromisso a favor de uma autêntica cultura de paz, mas, pelo contrário, redobrar os esforços a favor da segurança e do desenvolvimento".

Segundo o papa, é urgente adotar uma estratégia eficaz para combater a fome e favorecer o desenvolvimento agrícola local, mais ainda quando a porcentagem de pobres aumenta inclusive nos países ricos.

"Se queremos combater a pobreza, devemos investir, antes de tudo, na juventude, educando em um ideal de autêntica fraternidade", disse. EFE cps/an

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