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Bento XVI pede empenho contra anti-semitismo ao lembrar Noite dos Cristais

Cidade do Vaticano, 9 nov (EFE).- O papa Bento XVI pediu empenho em todos os níveis contra qualquer forma de anti-semitismo e discriminação, ao lembrar hoje os 70 anos da Noite dos Cristais (Kristallnacht), que deu início à deportação dos judeus pelas tropas nazistas.

EFE |

Durante a reza do Ângelus, o papa - que é alemão - disse que ainda sente "dor" quando lembra este episódio, e defendeu que "estes horrores não voltem a se repetir".

Para isso, pediu empenho "em todos os níveis contra qualquer forma de anti-semitismo e discriminação", começando por ensinar, "principalmente às novas gerações, o respeito recíproco e a amparada".

Após sua chamada, o papa convidou "a rezar por aquelas vítimas" e mostrou sua "profunda solidariedade" a todo o povo judeu.

Em 9 de novembro de 1938, milhares de estabelecimentos, sinagogas, cemitérios e casas de cidadãos judeus foram destruídos na Áustria e na Alemanha durante a noite que ficou conhecida como "Noite dos Cristais", em referência aos cacos de vidros causados pela quebra de vitrines e janelas.

Naquela mesma noite, 30 mil judeus foram detidos pelas SS e enviados a campos de concentração, e 91 foram assassinados.

Além disso, Bento XVI denunciou hoje "os sanguinários confrontos e sistemáticas atrocidades" cometidos na província de Kivu Norte, na República Democrática do Congo (RDC), e fez uma chamada para que todas as partes colaborem a fim de devolver a paz ao país.

"Renovo minha firme chamada para que todos colaborem na tarefa de devolver a paz a esta terra castigada durante tanto tempo, respeitando a legalidade e, principalmente, a dignidade das pessoas", disse o papa, durante o Ângelus.

O papa citou os confrontos entre as tropas rebeldes e o Exército da RDC, que estão "provocando várias vítimas entre civis inocentes, destruições, saques e violências, que obrigaram milhares de pessoas a abandonar o pouco que tinham para sobreviver".

Lembrou também que calcula-se que a crise provocou cerca de 1,5 milhão de refugiados, expressou sua proximidade a todas as vítimas deste conflito, e incentivou as pessoas que trabalham para aliviar o sofrimento, entre eles os voluntários da Igreja local. EFE ccg/an

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