Yaoundé, 19 mar (EFE).- O papa Bento XVI visitou hoje um centro de reabilitação em Yaoundé, onde se reuniu com 200 pacientes, muitos deles crianças e adultos com aids, diante dos quais pediu à Igreja que se comprometa fortemente na luta contra terríveis flagelos como a aids, a malária e a tuberculose.

Após a polêmica gerada por suas declarações contra o uso de preservativos para lutar contra a aids, o papa não fez hoje alusão a esse tema, dedicando a visita ao centro nos arredores da capital de Camarões para expressar sua solidariedade e conforto aos pacientes e médicos.

Assim, o papa cumprimentou várias crianças com diferentes doenças e outros pacientes em cadeiras de rodas.

"Na presença de sofrimentos atrozes, nos sentimos desprevenidos e não encontramos as palavras justas. Perante um irmão ou uma irmã que sofre, nossas preces, um gesto de ternura, de consolo, um olhar, um sorriso podem fazer mais do que muitos discursos", disse o pontífice.

O papa pediu aos médicos e pesquisadores que iniciem tudo que for "legítimo" para tirar a dor e disse que concerne a eles, em primeiro lugar, "proteger a vida humana, ser os defensores da vida a partir da concepção até a morte natural".

"Para cada homem, o respeito à vida é um direito e ao mesmo tempo um dever, já que cada vida é um dom de Deus", disse o pontífice, que pediu aos sacerdotes e visitantes que garantam "uma presença eclesial fora de casa" para o conforto e o apoio espiritual aos doentes.

Após esta visita, o papa se reuniu na Nunciatura com os membros do Conselho Especial para a África do Sínodo de Bispos, último ato antes de deixar Camarões amanhã com destino Angola, segunda etapa de sua primeira viagem à África. EFE JL/an

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