Bento XVI fraturou o pulso após tropeçar na cama, revela porta-voz

Cidade do Vaticano, 27 jul (EFE).- O papa Bento XVI fraturou o pulso direito após tropeçar no pé da cama de seu quarto e cair, quando, em meio à escuridão, na madrugada de 17 de julho, procurava o interruptor da luz do quarto, revelou hoje o porta-voz vaticano, Federico Lombardi.

EFE |

"O papa se levantou durante a noite em um quarto que é diferente do que dorme em Roma e, às escuras, procurava o interruptor da luz.

Tropeçou no pé da cama, caiu e machucou o pulso", disse Lombardi ao canal de televisão italiano por satélite "SkyTG24", ao explicar como aconteceu a fratura do pontífice, em Les Combes, onde passa férias.

O porta-voz acrescentou que Bento XVI não pediu ajuda a ninguém, nem deu mais importância à queda, até que, na manhã seguinte, viu que estava com a mão inchada e a dor continuava.

Bento XVI celebrou, no entanto, a primeira missa do dia, tomou café-da-manhã e depois - por volta das 9h local - foi levado ao hospital de Aosta (capital do Vale de Aosta, onde fica Les Combes), onde foi operado da fratura.

O papa entrou no hospital caminhando, de bom humor e brincou com os médicos sobre a queda, segundo contaram fontes hospitalares.

A operação foi realizada por Manuel Mancini, chefe de traumatologia do hospital. Após concluído o procedimento, o especialista disse que a cirurgia permitiu um "perfeito alinhamento e uma recuperação de 100%".

"Foi uma operação de rotina, ligação a 'céu aberto', que não necessitou de nenhum corte, mas a simples aplicação, através de orifícios, de alguns fios de metal, para manter o pulso em posição, com os quais se reduziu a fratura", disse Mancini.

O médico disse também que o pulso direito do papa foi imobilizado com um apoio de fibra de vidro - com as mesmas funções do gesso - que ele terá que usar durante um mês. Após retirar a imobilização, e após a reabilitação, o papa poderá usar perfeitamente a mão direita, tocar piano - um de seus hobbies preferidos - ou escrever cartas.

O papa voltará na próxima quarta-feira a Castelgandolfo, ao sul de Roma e o professor Vincenzo Sessa, chefe de Traumatologia do Hospital Fatebenefratelli, de Roma, ficará responsável por acompanhar a recuperação do pontífice. EFE JL/an

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