Bento XVI diz que Pio XII agiu em silêncio para salvar judeus

Cidade do Vaticano, 9 out (EFE).- O papa Bento XVI disse hoje que Pio XII (1939-1958) condenou o nazismo desde o início, atuando muitas vezes de maneira silenciosa e secreta para evitar o pior e salvar o maior número possível de judeus.

EFE |

"Ele agiu muitas vezes de forma secreta e silenciosa, pois, à luz da concreta situação daquele complexo momento histórico, intuía que só assim podia evitar o pior e salvar o maior número de judeus", afirmou Bento XVI por ocasião dos 50 anos da morte de Pio XII.

Com essas palavras, Bento XVI criticou as afirmações de muitos historiadores que acusam Pio XII de anti-semita e de ter ignorado o regime de Adolf Hitler, algo sempre negado pelo Vaticano.

Os judeus sempre culparam Pio XII por seu suposto "silêncio" perante o Holocausto e se opõem à sua beatificação, cujo processo está em aberto.

O pontífice lembrou que Pio XII governou a Igreja Católica nos "duros anos" da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) e no período seguinte, "não menos difícil, da reconstrução e das difíceis relações internacionais passadas à história como Guerra Fria".

Bento XVI afirmou que, "infelizmente", o debate histórico sobre a figura de Pio XII "nem sempre foi sereno". EFE jl/wr/dp

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