Bento XVI diz que paixões não são ruins, mas depende do uso

Cidade do Vaticano, 11 fev (EFE).- O papa Bento XVI disse hoje que as paixões não são ruins em si mesmas, mas se transformam segundo o mau uso da liberdade que o homem fizer.

EFE |

Bento XXI fez esta afirmação diante de cerca de 8 mil pessoas que assistiram na Sala Paulo XVI do Vaticano à audiência pública das quartas-feiras, e ressaltou que só as virtudes fundamentais da fé, da esperança e da caridade podem ajudar o homem atual a suportar as desilusões da cada dia.

O pontífice se referiu às paixões falando do tratado de vida espiritual "Escada do Paraíso" escrito por São João Clímaco, eremita que viveu nas montanhas do Sinai, no qual descreve o caminho que o monge deve percorrer da renúncia ao mundo para chegar à perfeição do amor, e cita a luta contra a paixão.

"As paixões não são más em si, se transformam segundo o mau uso que o homem faz de sua liberdade. Se estão purificadas, as paixões abrem ao homem o caminho para Deus com as energias unificadas da graça", afirmou o papa.

Acrescentou que "Escada do Paraíso" também pode servir ao homem atual em seu caminho para a fé, um caminho "que não é só acessível aos heróis morais", mas a todos aqueles dispostos a renunciar à arrogância "e (que) não pensam que são melhores que outros cristãos de outras épocas por viver neste século".

Bento XVI ressaltou que a fé, a esperança e a caridade continuam sendo o princípio e o final desse caminho, e destacou a primazia da caridade sobre as outras duas. EFE JL/an

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