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Bento XVI diz que faltam gestos corajosos para reunificar cristãos

Cidade do Vaticano, 25 jan (EFE).- Bento XVI encerrou hoje na basílica romana de São Paulo Extramuros a Semana de Preces para a Unidade dos Cristãos, e afirmou perante representantes das outras igrejas que faltam gestos corajosos de reconciliação entre os cristãos, separados há quase mil anos.

EFE |

Nesta ocasião, o encerramento da semana de preces coincidiu com a Conversão de São Paulo, que, segundo o papa, oferece "o modelo e indica o caminho para conseguir a plena unidade" dos seguidores de Jesus.

O pontífice afirmou que, em um mundo onde prevalece "o trágico barulho da violência e das armas", os cristãos têm que ser "um instrumento de paz e de reconciliação", mas que, para isso, antes devem oferecer "gestos corajosos de reconciliação".

Segundo Bento XVI, como também dizia João Paulo II, a divisão dos cristãos é um "escândalo", já que as separações e conflitos tiram credibilidade na hora de divulgar o Evangelho.

O papa pediu de novo hoje a paz para a Terra Santa e acrescentou que é "muito importante" que os fiéis cristãos que vivem ali, como os peregrinos que a visitam, ofereçam a todos o testemunho de que os diferentes ritos e tradições não devem constituir um obstáculo "para o respeito mútuo e a caridade fraterna".

Para Bento XVI, as diferenças não devem ser um obstáculo de separação, "mas riqueza das múltiplas expressões da fé comum" em Jesus.

O pontífice reiterou a importância do ecumenismo e ressaltou que, há exatos 50 anos, em 25 de janeiro de 1959, o papa João XXIII anunciou nesse mesmo local sua vontade de convocar um "concílio ecumênico para a Igreja Universal", o que seria o Vaticano II, que mudou a Igreja e a lançou rumo ao terceiro milênio. EFE jl/db

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