Bento XVI diz que amor é a única força que pode mudar o mundo

Juan Lara. Roma, 2 abr (EFE).- O papa Bento XVI presidiu nesta Sexta-Feira Santa no Coliseu de Roma a Via-Sacra, e disse que a única força capaz de mudar o mundo é o amor e que o homem tem necessidade de Deus, embora não tenha a humildade de reconhecer isso.

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O Pontífice também disse que a Cruz é o símbolo do "novo", do amor sem limites de Deus e que a ressurreição de Cristo representa a alvorada da luz que permite ver de maneira diferente a vida, as dificuldades e os sofrimentos.

Como em celebrações anteriores, Bento XVI presidiu a Via-Sacra de joelhos da colina do Palatino, em frente ao Coliseu. Na última estação, a décimo quarta, o cardeal vigário de Roma, Agostino Vallini, lhe entregou a cruz.

O papa Ratzinger, de quase 83 anos, afirmou no começo do rito que o homem tem "necessidade de Deus" e pediu que ele de o cada ser humano "a humildade de reconhecer essa necessidade".

A Via-Sacra começou no interior do Coliseu e continuou pela frente do Arco de Trajano, sendo concluída na colina do Palatino.

O cardeal Vallini levou a Cruz na primeira estação e depois o símbolo dos cristãos foi levado por Joseph Venel e André Delavarra, do Haiti.

Um doente, uma família romana, dois iraquianos, uma congolesa, um vietnamita e dois frades da Custódia da Terra Santa levaram a cruz nas outras estações.

Esta foi a quinta Via Crucis do papa Ratzinger que lembrou João Paulo II, cuja morte completa cinco anos nesta sexta-feira.

A Via-Sacra do Coliseu começou em 1741 por ordem do papa Bento XIV. Após dezenas de anos de esquecimento, em 1925 voltou a ser celebrada e em 1964 o papa Paulo VI acudiu ao anfiteatro para presidi-la. Desde então, todos os anos o sucessor de Pedro vai ao anfiteatro. EFE JL/pb

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