Cidade do Vaticano, 17 jul (EFE).- O papa Bento XVI deixou o hospital de Aosta, na região alpina de Vale de Aosta, onde foi submetido hoje a uma operação devido a uma fratura na mão direita que sofreu ao escorregar em seu quarto em Les Combes, onde passa alguns dias de descanso.

O papa, que estava com o pulso direito imobilizado com um aparelho feito de fibras de vidro, que tem as mesmas funções que o gesso, recebeu alta à tarde, após permanecer seis horas no centro médico.

Bento XVI, de 82 anos, tinha boa aparência em sua saída do hospital.

O papa cumprimentou com a mão esquerda as várias pessoas que o esperavam. Minutos depois, entrou no automóvel que o levou a Les Combes, onde continuará as férias de verão (hemisfério norte).

Após a operação, um comunicado oficial do Vaticano informou que o papa havia feito hoje uma cirurgia de "redução e osteossíntese com anestesia local", e a colocação de imobilização, devido à queda "acidental" que sofreu e que causou uma fratura no pulso direito.

"O santo padre, caindo acidentalmente em sua residência, sofreu uma fratura no pulso direito. Por isso, foi submetido a uma cirurgia de redução e osteossíntese com anestesia local", indicou o texto, assinado pelo médico pessoal de Bento XVI, Patrizio Polisca.

Polisca acrescentou que o papa teve a mão imobilizada e que suas condições de saúde "são boas.

O diretor do hospital, Pierluigi Berti, reiterou que a queda do papa foi acidental e afirmou que os exames médicos descartaram que Bento XVI tenha escorregado devido a um desmaio ou outras causas.

A operação do papa foi realizada por Amedeo Emmanuel Mancini, chefe de traumatologia do hospital, e Enrico Visetti, chefe de reanimação.

Mancini disse à imprensa local que a operação permitiu um "perfeito alinhamento da fratura e uma recuperação de 100%".

"Foi uma operação de rotina, ligação a 'céu aberto', que não necessitou de nenhum corte, mas a simples aplicação, através de orifícios, de alguns fios de metal, para manter o pulso em posição, com os quais se reduziu a fratura", disse Mancini.

O médico disse também que o pulso direito do papa foi imobilizado e que o pontífico deverá ficar assim por um mês.

Depois, disse, o papa poderá usar perfeitamente a mão direita, tocar piano, um de seus hobbies, ou escrever cartas. EFE JL/an

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