Bento XVI defende universidade frente a interesses econômicos e políticos

Cidade do Vaticano, 1 dez (EFE).- O papa Bento XVI defendeu hoje a liberdade de ensino e de pesquisa na universidade frente aos interesses econômicos e políticos.

EFE |

"A validade de uma reforma da universidade não pode ter como correspondência sua própria liberdade: a liberdade de ensino, a liberdade de pesquisa, a liberdade das instituições acadêmicas contra os poderes econômicos e políticos", disse o papa a estudantes e professores da Universidade de Parma.

"Isso não significa o isolamento da universidade da sociedade, nem auto-referência, por não falar da busca de interesses privados se aproveitando dos públicos. Não é verdade que esta é a liberdade cristã", afirmou.

"Verdadeiramente livre, de acordo com o Evangelho e a tradição da Igreja, é aquela pessoa, comunidade ou instituição que responde plenamente a sua natureza e sua finalidade, e a vocação da universidade é a formação científica e cultural das pessoas".

"Freqüentemente, hoje em dia, inclusive na Itália, fala-se da reforma universitária", ressaltou o papa, em alusão à polêmica gerada na Itália pela reforma universitária que contempla fortes cortes nos orçamentos das instituições.

"As mudanças estruturais e técnicas são realmente eficazes se forem acompanhadas de um sério exame de consciência por parte de dirigentes em todos os níveis, e, em geral, por parte de cada professor, cada estudante, todos os empregados e técnicos da administração", disse.

Para Bento XVI, se há o desejo de melhorar "o ambiente humano em qualidade e eficiência", é preciso, "em primeiro lugar, começar com a reforma de si mesmo", corrigir "o que pode ser prejudicial para o bem comum ou o que de algum modo o obstaculiza". EFE cps/an

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