Nações Unidas, 18 abr (EFE).- O papa Bento XVI chegou hoje às 9h45 hora local (10h45 de Brasília) ao aeroporto internacional John F.

Kennedy de Nova York, cidade onde ficará por três dias, e se dirigirá à sede da ONU e participar de vários atos com os católicos nova-iorquinos.

O papa foi recebido pelo governador do estado de Nova York, David Patterson, e o prefeito da cidade, Michael Bloomberg, assim como pelo arcebispo local, o cardeal Edward Egan, e o núncio observador nas Nações Unidas, Celestino Migliore, e outras autoridades civis e religiosas.

Do aeroporto nova-iorquino o pontífice foi levado de helicóptero até o heliporto de Wall Street, no sul de Manhattan, e dali, em uma caravana oficial de automóveis até a sede da ONU.

O papa chega a Nova York vindo de Washington, onde se reuniu com o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, oficiou vários atos religiosos, incluindo uma missa no estádio de beisebol Nationals Park, e se encontrou com as vítimas dos padres pedófilos.

Em Nova York, onde as autoridades adotaram várias medidas de segurança, o papa terá vários compromissos, começando pela visita à ONU, onde se reunirá com seu secretário-geral, Ban Ki-moon, e se dirigirá ao plenário da Assembléia Geral.

Após a visita à ONU, a quarta de um papa desde 1965, Bento XVI participará à tarde de um ato ecumênico na paróquia de St. Joseph, no centro de Manhattan, no bairro de York, e fundada em 1873 com contribuições de imigrantes alemães.

Antes de ir a St. Joseph e fora da agenda oficial, o pontífice visitará esta tarde a sinagoga de Park East, cujo rabino é um sobrevivente do Holocausto.

Amanhã, oficiará uma missa para três mil clérigos e religiosos na catedral de St. Patrick, o maior templo gótico dos Estados Unidos, enquanto que do lado de fora cinco mil fiéis poderão ouvir e ver a celebração religiosa em telões gigantes.

No mesmo dia se reunirá no seminário de St. Joseph, em Yonkers, com um grupo de 50 jovens e crianças portadores de necessidades especiais, e no domingo visitará o "Marco Zero", local dos ataques terroristas da Al Qaeda contra o World Trade Center em 11 de setembro de 2001.

Depois oficiará uma missa no estádio dos Yankees, no bairro do Bronx, de maioria latina, e que contará com a presença de 57 mil católicos, e mais tarde voltará para Roma.

As autoridades de Nova York blindaram a cidade para receber o pontífice, com um nível de segurança igual ao aplicado em setembro para a realização da Assembléia Geral da ONU, à qual compareceram chefes de Estado ou de Governo e ministros de Exteriores de mais de 100 países.

Os bombeiros e as forças policiais tiveram uma inesperada oportunidade para testar seus dispositivos com o incêndio de um táxi que circulava em frente à catedral de St. Patrick na noite de quinta-feira.

O táxi em chamas foi imediatamente desocupado e isolado. A Polícia disse hoje que teve um problema mecânico e não houve feridos.

O chefe da Polícia de Nova York, Raymond Kelly, anunciou que a estadia do papa nesta cidade será vigiada do céu por helicópteros, além de barcos patrulheiros no rio East, e com todos os dispositivos policiais nas ruas da cidade.

Também foram posicionados franco-atiradores nos telhados dos edifícios mais próximos aos locais a serem visitados pelo pontífice.

A eles se somaram agentes do FBI (Polícia federal americana), além do Serviço Secreto, encarregado da proteção de líderes estrangeiros que chegam aos Estados Unidos, e a própria segurança do Vaticano. EFE emm/ev/db

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