Bento XVI chega a Luanda nos 500 anos da evangelização de Angola

Luanda, 20 mar (EFE).- O papa, Bento XVI, chegou hoje a Luanda, segunda e última etapa de sua primeira viagem pela África, para comemorar os 500 anos da evangelização de Angola, o primeiro país da África austral aonde chegaram os missionários católicos.

EFE |

O avião que levou o pontífice de Yaoundé, capital de Camarões, aterrissou no aeroporto de Luanda às 12h42 (8h42 de Brasília), onde Bento XVI foi recebido pelo presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, acompanhado da esposa.

Também foram ao encontro do papa o arcebispo de Luanda e presidente da Conferência Episcopal de Angola e São Tomé, Damião António Franklin, e o bispo de Cabinda, Filomeno do Nascimento Viera Dias, assim como autoridades civis e vários religiosos.

Por ocasião da chegada do papa a Angola, as autoridades declararam hoje feriado, para oferecer a Bento XVI uma "recepção digna", enquanto peregrinos de todo o país e dos próximos chegam a Luanda para uma missa que será celebrada no próximo domingo no norte da cidade, para a qual são esperados 500 mil fiéis.

Após as honras e as boas-vindas do presidente, o papa pronunciou seu primeiro discurso em Angola, no qual pediu que os angolanos continuem no caminho da paz, da reconstrução do país e das instituições, após as quase três décadas de guerra civil que assolaram o país até 2002.

Bento XVI defendeu uma sociedade de justiça, paz e solidariedade, baseada na caridade e no perdão, e lembrou que vem de um país, a Alemanha, "que conheceu a guerra e a divisão entre irmãos de uma mesma nação, devido a uma ideologia devastadora e desumana (nazismo) que, sob a falsa aparência de sonhos e ilusões, colocava nos homens o jugo da opressão".

"Por isso, podem entender o quanto sou sensível ao diálogo entre os homens como meio para superar qualquer forma de conflito e para fazer de cada nação uma casa de paz e irmandade", acrescentou.

Do aeroporto, o pontífice foi para a Nunciatura, onde ficará hospedado durante os quatro dias de estadia em Angola, até 23 de março. EFE jl/an

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