Bento XVI celebra missa pelos três anos da morte de João Paulo II

O Papa Bento XVI celebrou nesta quarta-feira, na Praça de São Pedro, no Vaticano, uma missa em memória de seu antecessor João Paulo II, falecido em 2 de abril de 2005, durante a qual recordou seus dotes sobrenaturais e sua excepcional sensibilidade espiritual e mística.

AFP |

Milhares de fiéis participam na cerimônia pelo terceiro aniversário de morte do primeiro Papa polonês da história, Karol Wojtyla, que reinou 26 anos, em um dos pontificados mais longos da história.

Inúmeros cardeais oficiaram a missa, entre eles o secretário particular de João Paulo II, Stanislaw Dziwisz, designado cardeal e arcebispo de Cracóvia, que o acompanhou por mais de 40 anos.

O Papa recordou durante a homilia "as inúmeras qualidades humanas e sobrenaturais" de seu predecessor, assim como sua "excepcional sensibilidade espiritual e mística".

Bento XVI, que também foi um dos colaboradores mais próximos no falecido Papa quando era o cardeal Joseph Ratzinger, recordou uma das últimas aparições públicas de João Paulo II, durante a Via-Crúcis da Sexta-Feira Santa, quando estava impedido de falar devido a uma traqueotomia.

"Essa cena significativa, de sofrimento humano e fé demonstrou aos fiéis e ao mundo o segredo de toda uma vida cristã".

Para Bento XVI, o carismático Papa polonês "conheceu e viveu pessoalmente as tremendas tragédias do século XX e sempre se questionou como amuralhar os males".

"A resposta se encontra no amor a Deus", afirmou o Bento XVI, que agradeceu a Deus por ter dado à Igreja "um servidor fiel e corajoso".

Na terra natal de João Paulo II, centenas de jovens se reuniram na igreja de Santa Ana de Varsóvia para celebrar uma vigília de oração no local onde o Sumo Pontífice se encontrou em várias ocasiões com os jovens durante suas visitas à Polônia.

Outros optaram por acender círios na praça da Vitória de Varsóvia, onde João Paulo II pronunciou em 1979 o célebre chamado ao Espírito Santo para "renovar a faz da Terra".

Seus compatriotas interpretaram que com estas palavras os estimulava a resistir ao comunismo e o movimento anticomunista 'Solidarnosc' (Solidariedade) nasceu um ano mais tarde.

Uma grande concentração está prevista para a noite diante da sede do arcebispado de Cracóvia, sob a janela na qual Karol Wojtyla, que foi arcebispo da cidade antes de ser eleito Papa, dialogava com a multidão.

Às 21H37, hora da morte do Papa em 2 de abril de 2005, círios serão levantados em direção ao céu para pedir a canonização de João Paulo II.

Karol Wojtyla, nascido em 18 de maio de 1920 em Wadowice, perto de Cracóvia (Polônia), viveu tanto a ocupação nazista de seu país como o regime comunista.

Durante a homilia, Bento XVI recordou as últimas palavras de João Paulo II pronunciadas em seu leito de morte: "Deixem-me ir para a casa do Pai".

Segundo o cardeal Dziwisz, essas palavras foram murmuradas ao ouvido da irmã Tobiana, uma das religiosas polonesas que secretariavam o Papa.

O processo de beatificação de João Paulo II, aberto dois meses depois de sua morte, avança rapidamente.

No entanto, a data para a beatificação ainda não foi fixada devido ao elevado número de documentos que devem ser estudados e examinados.

mrm/fp/cn

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