Bento XVI celebra missa ao ar livre em Jerusalém

Jerusalém, 12 mai (EFE).- Pela primeira vez na história, um papa celebrou hoje uma missa ao ar livre em Jerusalém, ocasião em que Bento XVI denunciou que a paz continua ameaçada na Terra Santa devido ao egoísmo, ao conflito, à divisão e ao peso de ofensas passadas.

EFE |

O pontífice pediu a cristãos, judeus e muçulmanos para que "promovam a cultura de reconciliação e a paz, por mais lento que seja o processo e oneroso o peso das lembranças".

Bento XVI deu tais declarações durante a missa celebrada por ele no vale de Josafat, atrás da muralha de Jerusalém. Cerca de seis mil fiéis estavam presentes.

O pontífice lembrou que, no Jardim das Oliveiras, Jesus orou, sofreu "e chorou por amor a esta cidade" e acrescentou que, "infelizmente, depois das muralhas desta cidade, é possível ver quão longe está a profecia de paz e reconciliação que Deus quer para todos".

"Nesta Cidade Santa, onde a vida derrotou a morte, a esperança continua a combater o desespero, a frustração e o cinismo", manifestou o papa.

Bento XVI afirmou que Jerusalém deve ser um lugar que "demonstre universalidade, respeito, diálogo e compreensão mútua, onde o preconceito, a ignorância e o medo sejam superados pela honestidade, pela integridade e pela busca da paz".

"Aqui, não deve haver lugar para discriminação, violência e injustiça", acrescentou o pontífice.

O papa pediu às autoridades para que apoiem a presença cristã na Terra Santa e garantiu o respaldo da Igreja católica.

Amanhã, Bento XVI viajará para a cidade de Belém, na Cisjordânia, onde celebrará uma missa na Praça da Manjedoura. Além disso, visitará a Gruta da Natividade e um campo de refugiados palestinos.

EFE JL/bba

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