O Papa Bento XVI considerou nesta quarta-feira que ainda resta um longo caminho a ser percorrido para o pleno respeito aos ideais previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, durante uma vigília no Vaticano por ocasião do 60º aniversário do documento; precisou que os direitos humanos são frágeis porque privados de uma base sólida.

Um longo caminho já foi percorrido, mas "ainda falta andar muito" para que a Declaração dos Direitos Humanos seja plenamente respeitada, disse o Papa, citando "o direito à vida, à liberdade, à segurança" e o "respeito à igualdade entre todos e à dignidade de cada pessoa".

Bento XVI destacou a "lei natural, inscrita por Deus na consciência humana, que é um denominador comum a todos os homens e a todos os povos".

Os direitos humanos estão, "em última instância, fundamentados no Deus criador, que deu a cada um inteligência e liberdade....'.

O número dois do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, destacou que "a Igreja Católica sempre defendeu o princípio da indivisibilidade dos direitos humanos".

"Quando há menos respeito pelo direito à vida e à liberdade religiosa, o respeito pelos demais direitos é abalado".

O cardeal Renato Martino criticou uma concepção "individualista" dos direitos humanos, "transformada em afirmação dos direitos dos indivíduos além dos direitos da pessoa, o que representa um ser humano amputado de sua dimensão social e privado de sua transcendência".

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