Bento XV diz aos jovens que experiências extremas não servem para divertir

Roma, 10 ago (EFE).- O papa Bento XVI disse hoje aos jovens que, para se divertir, não é preciso buscar experiências extremas, que freqüentemente terminam em tragédia, durante a reza do Ângelus em Bressanone, localidade alpina italiana onde o pontífice está passando férias.

EFE |

O pontífice disse que, em sua última viagem à Austrália, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, encontrou muitos jovens que representavam "uma alegria verdadeira, e que, embora às vezes fossem agitados, foram sempre pacíficos e não causaram desordens".

Na ocasião, afirmou aos jovens que, para "ser alegres, não se deve recorrer a violentos e maus gestos, ao consumo de álcool ou substâncias entorpecentes".

O papa acrescentou que muitos jovens, em busca de "falsas evasões, consomem experiências degradantes, que freqüentemente terminam em tragédia".

Segundo o pontífice, estes fenômenos são um produto típico da chamada "sociedade do bem-estar", que leva "a preencher o vazio interior e o aborrecimento que o acompanha com experiências novas, mais emocionantes e mais extremas".

Bento XVI acrescentou que as férias costumam ser o momento para "seguir estas miragens de prazer", mas que, no final, acaba "mais cansado e mais triste do que antes".

O papa pediu que, "em uma sociedade onde se vai cada vez mais depressa", as férias são "verdadeiros dias de relax, durante os quais é possível encontrar momentos de recolhimento e oração, indispensáveis para encontrar a si mesmo e aos outros".

O pontífice também fez referência a suas férias em Bressanone, que começou em 28 de junho e terminarão amanhã, quando voltará a sua residência em Castelgandolfo (cerca de 30 quilômetros de Roma).

Afirmou que, nestes dias, se sentiu em casa, tanto pela "familiaridade dos lugares" - pois já tinha passado férias nesta localidade várias vezes quando era cardeal - quanto pela "hospitalidade das pessoas".

"Pude descansar da melhor maneira que um sacerdote pode fazer: me dedicando à oração, à leitura e à meditação, sem as preocupações das cotidianas urgências pastorais", disse.

Embora tenha explicado que não esqueceu suas tarefas pastorais, disse que as "filtrou", através de um "saudável afastamento". EFE ccg/an

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