Bento 16 rezará pelas vítimas de 11 de setembro

O papa Bento 16 deverá terminar neste domingo sua viagem de seis dias aos Estados Unidos com uma visita ao Marco Zero, o local dos ataques de 11 de Setembro de 2001 em Nova York. O Papa percorrerá o local onde ficava o World Trade Center com sobreviventes e parentes de algumas das 2.

BBC Brasil |

749 vítimas.

Ele deverá rezar pelos mortos e também pelos "que tiveram os corações e mentes consumidos pelo ódio".

Bento 16 irá então celebrar mais uma missa, desta vez em um estádio de basebol.

Esta foi a primeira visita oficial do Papa aos Estados Unidos e foi considerada um sucesso por analistas.

A viagem dominou a mídia Americana e a demanda pelos 55 mil ingressos para a missa deste domingo superou a oferta.

Juventude
No sábado, Bento 16 falou pela primeira vez sobre sua experiência crescendo sob o "monstro" do nazismo.

Falando para 30 mil jovens no seminário St. Joseph, em Nova York, ele disse que sua adolescência foi "marcada por um regime sinistro que acreditava ter todas as respostas".

"Sua influência cresceu, infiltrando escolas e instituições civis, assim como a política e até a religião, antes de ser reconhecido pelo monstro que era."
"Vamos agradecer a Deus que tantas pessoas da sua geração podem aproveitar das liberdades que surgiram da ampliação da democracia e do respeito pelos direitos humanos", disse Bento 16 aos jovens.

O papa foi membro da Juventude de Hitler, o que era comum entre jovens alemães na época, e foi recrutado pelo Exército alemão perto do fim da Segunda Guerra Mundial, quando serviu no esquadrão antiaéreo.

Ele desertou pouco depois e foi mantido brevemente como prisioneiro das forças aliadas em 1945.

Escândalos
Mais cedo, o papa marcou o terceiro aniversário de sua escolha como chefe da Igreja Católica com uma missa na Catedral St. Patrick, em Nova York.

Bento 16 foi recebido pelo prefeito da cidade, Michael Bloomberg e padres e outros religiosos que lotaram a catedral.

"Eu me uno a vocês nas rezas para que esta seja uma hora de purificação para cada Igreja e comunidade religiosa, uma hora de cura", disse o papa em seu sermão, se referindo aos escândalos de abusos sexuais de crianças por padres americanos.

"Eu também os encorajo a cooperar com seus bispos para continuar a trabalhar para resolver esse problema de forma eficaz", disse.

Mais de quatro mil padres americanos foram acusados de abusar de menores desde 1950 e a Igreja já pagou mais de U$ 2 bilhões (cerca de R$ 3,3 bilhões) em compensações e custos legais.

Segundo o papa, os escândalos não causaram estragos apenas às vítimas, mas também à reputação da Igreja.

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