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Bento 16 pede tolerância na mensagem de Natal após agressão

VATICANO - O papa Bento 16 pediu um tratamento humano aos imigrantes obrigados a deixar seus países por fome ou intolerância, ao anunciar nesta sexta-feira a mensagem de Natal Urbi et Orbi (À cidade e ao mundo) na praça de São Pedro, poucas horas depois da http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/12/24/papa+cai+em+tumulto+causado+por+fiel+que+tentou+se+aproximar+dele+9255681.html target=_topagressão que sofreu por parte de uma mulher com trastornos mentais.

AFP |

Fontes do Vaticano já haviam anunciado que o Sumo Pontífice manteria inalterada a agenda de Natal , apesar da susto que passou pouco antes da Missa do Galo na noite de quinta-feira.

"Diante do êxodo daqueles que emigram de sua terra e por causa da fome, da intolerância ou da deterioração ambiental se vêem forçados a marchar para longe, a Igreja é uma presença que pede o acolhimento", disse o papa, que não aparentava problemas de saúde e estava sereno.

Da sacada da basílica de São Pedro no Vaticano, Bento 16 anuciou a benção de Natal e foi aplaudido por milhares de fiéis e turistas.

O papa também aproveitou a oportunidade para destacar o papel da Igreja na América Latina. "Em toda a América Latina, o 'nós' da Igreja é fator de identidade, plenitude de verdade e caridade, que não pode ser substituído por nenhuma ideologia", destacou o chefe da Igreja Católica.


Papa acena para fiéis no Vaticano / AP

Nesta parte da benção, Bento 16 ressaltou Honduras e pediu que o país, em crise desde a destituição do presidente Manuel Zelaya, retome o caminho institucional.

Bento 16 fez ainda um pedido de "respeito aos direitos inalienáveis de cada pessoa e a seu desenvolvimento integral, ao anúncio de justiça e irmandade, fonte de unidade".

Na mensagem, o pontífice reconheceu que "a família humana está profundamente marcada pela grave crise econômica, mas antes de mais nada de caráter moral e pelas dolorosas feridas de guerras e conflitos".

Agressão e queda

Na véspera do Natal, a ítalo-suíça Susanna Maiolo, aparentemente com problemas psíquicos, superou a barreira de segurança e derrubou o papa quando este avançava pela Basílica de São Pedro ao lado de 30 cardeais.

Mas Bento 16, de 82 anos, se levantou rapidamente e celebrou a Missa do Galo, a quinta de seu pontificado, que pela primeira vez começou às 22H00, e não meia-noite, para evitar o cansaço do papa.

A mulher, de 25 anos, foi hospitalizada, anunciou o porta-voz do Vaticano Federico Lombardi.

As imagens da televisão mostram Susanna saltando a barreira de segurança, puxando o papa e derrubando o Pontífice.

A mulher, que já havia tentado se aproximar do papa na Missa do Galo do ano passado, foi interceptada pelos serviços de segurança e interrogada na quinta-feira à noite pela polícia do Vaticano, antes de ser transferida para um hospital.

No incidente, o cardeal francês Roger Etchegaray, de 87 anos, também caiu e fraturou o fêmur.

AFP
Papa celebra missa do Galo
A Missa do Galo continuou normalmente mesmo após o incidente.

Outro caso

No ano passado, ao fim da Missa do Galo, também uma mulher - não se descarta que seja a mesma desta quinta-feira - tentou se aproximar do papa, mas foi contida por um oficial da guarda vaticana.

O episódio chamou a atenção do Pontífice e foi registrado pelas câmeras. A segurança do Vaticano, porém, não considerou o episódio relevante e disse que a integridade de Bento 16 não foi colocada em risco.

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