Bellerive agradece Cuba e Venezuela por ajuda humanitária ao Haiti

Montreal (Canadá), 25 jan (EFE).- O primeiro-ministro do Haiti, Jean-Max Bellerive, agradeceu hoje a comunidade internacional pela ajuda fornecida ao país caribenho e fez especial menção a Cuba e à Venezuela, países ausentes da conferência ministerial para auxiliar o país devastado pelo terremoto do último dia 12.

EFE |

Na sessão inaugural da Conferência Ministerial Preparatória sobre o Haiti, realizada hoje na cidade canadense de Montreal para coordenar a ajuda à nação caribenha e esboçar um plano de reconstrução, Bellerive destacou a solidariedade e a cooperação de países, organismos internacionais e blocos regionais.

Bellerive disse que a ajuda humanitária mobilizada pelos Estados Unidos, União Europeia (UE), França, Brasil, China e outros países, assim como por entidades intergovernamentais como o Banco Mundial (BM), a Caricom e a Organização dos Estados Americanos (OEA), foi um gesto espontâneo.

"Essa ajuda foi dada espontaneamente por solicitação do presidente (René) Préval", disse o primeiro-ministro haitiano.

Após a tragédia no Haiti, também os países da região prestaram socorro a essa nação, aos quais Bellerive também agradeceu pela colaboração e esforço em socorrer cidadãos afetados.

Neste ponto, mencionou especialmente Cuba, Venezuela e República Dominicana, os quais "imediatamente chegaram para ajudar a nossa população afetada".

O Governo da República Dominicana participa da Conferência de Montreal, mas Cuba e Venezuela, que criticaram duramente os EUA nas últimas duas semanas pela coordenação da ajuda no aeroporto de Porto Príncipe e sua grande presença militar no Haiti, não figuram na lista de países convidados.

O líder cubano Fidel Castro reivindicou no domingo à ONU e aos EUA que expliquem a presença de militares americanos e de outros países no Haiti após o terremoto. O presidente venezuelano, Hugo Chávez, por sua vez, acusou os Estados Unidos de se aproveitarem do desastre para realizar uma ocupação militar no país caribenho.

Os EUA rejeitaram essas críticas e procuraram, por meio de acordos e comunicados conjuntos com a ONU e com o Governo do Haiti, definir política e juridicamente seu papel nesse país.

Washington enviou ao Haiti 13 mil soldados, que estão trabalhando em navios ou no território, número que pretende elevar para 20 mil, anunciou o Pentágono no último dia 21.

Um dia depois do terremoto, as forças americanas assumiram o controle do aeroporto de Porto Príncipe para torná-lo operacional e organizar a chegada da ajuda humanitária ao Haiti, o que gerou críticas de alguns países europeus e latino-americanos. EFE cai/sa

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