A belga Geneviève Lhermitte, de 42 anos, julgada por ter enforcado os cinco filhos, havia falado da intenção de matá-las e de se suicidar numa carta enviada a seu psiquiatra na véspera do drama e lida nesta quinta-feira na corte de Nivelles (centro).

"Tenho pensamentos ruins. Sei que são idéias suicidas que vão me envolver e sei que vou pegar minhas crianças porque não temos futuro", escreveu Geneviève Lhermitte na carta que enviou na manhã de 27 de fevereiro de 2007 à policlínica de Nivelles, endereçada a seu psiquiatra.

O presidente da corte leu em voz alta a carta enviada ao psiquiatra que tratava de Geneviève Lhermitte, o doutor Diderick Veldekens.

Depois de uma primeira carta de alerta enviada em 13 de fevereiro de 2007, o psiquiatra recebeu a paciente. Mas ele disse no tribunal que não pôde receber Geneviève Lhermitte porque tinha outros compromissos naquele dia.

No primeiro dia do processo, segunda-feira, a mãe contou como enforcou o filho e as quatro filhas, com idade entre 3 e 14 anos antes de cortar os pulsos, em sua casa em Nivelles, dia 28 de fevereiro de 2007.

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