Bélgica enfrenta nova crise política por divisão de aliança

O governo do primeiro-ministro belga Yves Leterme enfrenta uma nova crise depois da decisão de seus aliados nacionalistas flamengos da NVA de não negociar com os representantes de língua francesa uma reforma do sistema federal do reino.

AFP |

O impacto da decisão adotada no domingo pela NVA (Nova Aliança Flamenga) ficou reduzido em parte depois do anúncio do governo regional flamengo de avançar com essas negociações sem a participação dessa força.

Todos os partidos representados no governo da principal região belga, Flandres (seis milhões de habitantes), se pronunciaram pelo lançamento das discussões sobre uma reforma do sistema federal, tal como propuseram na sexta-feira os mediadores desigandos pelo rei Alberto II.

Esta decisão unânime foi possível depois que o único ministro nacionalista do governo regional, Geert Bourgeois, anunciasse sua renúncia, uma medida lógica depois da negativa de seu partido NVA de participar nessas negociações.

Esta renúncia parece selar o divórcio entre a NVA e o Partido Cristão-Democrata Flamengo (CDV), ao qual pertencem o ministro-presidente da região de Flandres, Kris Peeters, e o primeiro-ministro Leterme.

Mas se a decisão do governo flamengo desativa um pouco a crise política belga, não soluciona todos os problemas de Leterme, já que a decisão da NVA faz com que perca a maioria com que contatva na bancada flamenga do Parlamento federal.

Leterme conserva, de qualquer maneira, uma importante maioria na bancada francófona e uma maioria global que lhe permite manter seu poder, apesar de uma situação política muito pouco cômoda.

cat-mar/cn/fp

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