Bélgica diz que não enviará soldados ao sul do Afeganistão

Bruxelas, 23 ago (EFE).- O ministro da Defesa belga, Pieter de Crem, disse hoje que o país não enviará soldados ao sul do Afeganistão e também negou que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) tenha feito esse pedido ao Governo de Bruxelas.

EFE |

"Esta questão jamais foi colocada para nós. E se nos perguntarem no futuro, nós rejeitaremos", afirmou De Crem à imprensa belga.

O ministro se apressou em responder uma informação do jornal "Le Soir", que citava declarações do chefe da Força Aérea belga, general Gerard Van Caelenberge, nas quais se afirmava que a aliança militar tinha solicitado à Bélgica o envio de grupos especiais de controladores aéreos.

Esses militares acompanham as unidades terrestres para guiar a ação dos ataques dos aviões e usam marcadores laser e aparelhos de GPS (sistema de posicionamento global) para assinalar os alvos para os aviões de combate da aliança.

A Bélgica enviará na próxima semana ao Afeganistão quatro caças-bombardeiros F-16 e 98 militares à cidade de Kandahar, também no sul do país.

O general Van Caelenberge disse ao "Soir" que "a Otan formulou um pedido para que a Bélgica se comprometa com o sul do Afeganistão", e acrescentou que os técnicos militares avaliam a questão, mas que a resposta será uma "decisão política".

Por sua parte, o ministro disse que o jornal poderia ter interpretado mal as palavras do militar.

Até agora, a Bélgica, assim como os outros países da Otan, evitou que suas forças de terra atuassem no sul do Afeganistão, a região mais perigosa do país devido à ação dos talibãs.

A Otan dirige no Afeganistão, por incumbência da ONU, a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf, em inglês), que atualmente conta com 52.700 militares de 40 países. EFE rcf/wr/db

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