Belém recebe o patriarca latino e se prepara para Missa do Galo

Belém (Cisjordânia), 24 dez (EFE).- A cidade cisjordaniana de Belém, berço do Cristianismo, está enfeitada hoje para receber o novo patriarca latino de Jerusalém, Fouad Twal, e celebrar a noite do dia 24 de dezembro com a tradicional Missa do Galo.

EFE |

Desde o início da manhã, há um ambiente festivo nesta localidade, em território palestino a apenas 8 quilômetros de Jerusalém.

Twal, máxima autoridade eclesiástica católica na Terra Santa, chegará esta tarde procedente de Jerusalém, acompanhado por personalidades da cidade e das localidades de Beit Sahur e Beit Jala, em uma viagem de aproximadamente meia hora que é uma tradição.

Para isso, terá que atravessar o muro israelense de concreto que separa as duas localidades, através de um portão na altura do túmulo da matriarca Raquel, que é aberto apenas três vezes ao ano, todas elas no Natal.

Em Belém, presépios e árvores de Natal decorados com guirlandas e modelos de Papai Noel enfeitam os comércios de toda a cidade, que, nesta data, triplicam suas vendas.

Os restaurantes em torno da Praça da Manjedoura já preparam jantares natalinos que rondam os 100 shekels (20 euros).

Nesta praça, fica a Basílica da Natividade, construída no lugar onde a tradição situa o nascimento de Jesus e que é visitada hoje por centenas de turistas, peregrinos e curiosos.

Na adjacente Igreja de Santa Catarina, já foi colocado o tapete vermelho para a tradicional Missa do Galo desta meia-noite, com a presença do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, entre outras personalidades, e que será transmitida pela televisão palestina.

"Nesta data, ocorre um grande aumento do turismo e esperamos chegar a 1 milhão de visitantes" durante o ano, disse à Agência Efe, em Belém, a ministra do Turismo palestina, Khoulud Daibes.

Este Natal pode atrair 60 mil peregrinos para assistir às tradicionais missas em Belém e Nazaré, em uma dinâmica de aumento constante do turismo em Israel e nos territórios palestinos, por causa da diminuição da violência após os anos mais duros da Segunda Intifada.

A presença aumentará mais ainda com a visita que o papa Bento XVI fará em maio à Terra Santa, a terceira de um pontífice à região, após Paulo VI e João Paulo II, confirmada ontem por Twal.

"O papa é muito esperado na Terra Santa. É uma visita muito importante para os cristãos palestinos, em particular, e para todos os palestinos, em geral", disse Daibes. EFE db-ap/an

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