Belém está asfixiada por restrições israelenses, segundo ONU

As restrições israelenses sufocam a economia de Belém e seus arredores, na Cisjordânia ocupada, revela um relatório das Nações Unidas publicado uma semana antes da visita do Papa Bento XVI a esta cidade palestina.

AFP |

"As medidas israelenses reduziram radicalmente o espaço disponível para os habitantes de Belém, afetando seu desenvolvimento econômico e social", afirmou o birô de coordenação de assuntos humanitários da ONU.

Segundo o organismo, os palestinos têm acesso apenas a 13% dos 660 km2 da zona de Belém devido às colônias israelenses e à construção do muro de separação na Cisjordânia.

O organismo da ONU destaca ainda que a maior parte das terras de Belém estão na "zona C", onde a autoridade israelense controla o planejamento e a construção.

"Por isto, o potencial de expansão e desenvolvimento residencial e industrial de Belém foi reduzido, assim como o acesso aos recursos naturais", destaca o relatório.

Bento XVI celebrará missa e visitará um campo de refugiados palestinos em Belém no dia 13 de maio, durante uma peregrinação à Terra Santa, de 8 a 15 de maio.

O Papa também conversará com o presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas.

pfm/LR/sd

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