Beduínos egípcios cercam posto policial no Sinai

(Atualiza com novos dados e reação de porta-voz beduíno) Cairo, 11 nov (EFE).- Dezenas de beduínos cercaram hoje um posto policial egípcio próximo à fronteira com Israel, em uma série de distúrbios que deixaram vários feridos, informaram fontes oficiais.

EFE |

O incidente aconteceu perto da localidade de Rafah, no norte da Península do Sinai e foi protagonizado por beduínos da tribo Tarabin, que protestavam contra a morte de um dos seus ontem, em um confronto com policiais.

Embora em um princípio se informou que o posto atacado pertencia ao Exército, fontes oficiais aclararam que se trata de efetivos / soldados das Forças da Segurança Central / zagueiro central / meio-de-rede, um corpo policial antidistúrbios.

A Península do Sinai foi ocupada por Israel na Guerra dos Seis Dias (1967) e devolvida ao Egito em virtude dos Acordos de Camp David (1979).

Os acordos de paz assinados estabelecem que o Egito só pode posicionar no local policiais e guardas fronteiriços, mas não o Exército.

Fontes dos organismos de segurança egípcios, que pediram para não serem identificados, disseram à Agência Efe que os distúrbios de hoje começaram quando cerca de 150 beduínos, alguns deles armados, cercaram um posto policial.

Na troca de tiros, ficaram feridos um oficial, três agentes e quatro manifestantes, acrescentaram as fontes, que disseram que, como medida de segurança, Israel reforçou suas posições limites, a fim de que os enfrentamentos não se estendessem além da fronteira.

A princípio, alguns meios de comunicação afirmaram que vários efetivos tinham sido seqüestrados e levados a um local desconhecido, mas tanto fontes oficiais quanto representantes dos beduínos negaram essa informação.

Moussa al-Bilh, porta-voz da tribo Tarabin, disse por telefone à Agência Efe que os protestos que começaram hoje por causa do incidente de ontem foram espontâneos.

"Não se trata de algo planejado. Trata-se de uma reação espontânea da população por causa dos excessos da Polícia", afirmou Bilh, que negou o seqüestro de agentes policiais.

As fontes dos organismos de segurança disseram que os protestos na região terminaram horas depois, e insistiram em que o cerco policial tinha sido levantado após negociações entre líderes tribais e autoridades locais. EFE hh-ag/an

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