Bebês nascem em hospital de campo da Cruz Vermelha no Haiti

Genebra, 21 jan (EFE).- Dois bebês nasceram ao mesmo tempo em um hospital de campo da Cruz Vermelha na devastada capital haitiana, Porto Príncipe, pouco depois da réplica de 6 graus registrada na quarta-feira do terremoto que assolou o país, informou hoje a organização humanitária.

EFE |

A Cruz Vermelha acrescentou que os dois bebês, um menino e uma menina, assim como as respectivas mães, estão bem de saúde.

Os dois nascimentos aconteceram ao mesmo tempo, 90 minutos depois de um novo tremor forte, com a réplica do terremoto que gerou pânico entre a população.

"De repente, chegaram duas mulheres, uma na qual tivemos que fazer uma cesárea e outra que finalmente conseguiu dar à luz de forma natural, enquanto fazíamos a primeira cesárea", disse Arthur Halvorsen, anestesista da Cruz Vermelha norueguesa.

Brynjulf Ystgaard, um dos cirurgiões do hospital de campo e também norueguês, disse que estão recebendo muitos pacientes "que precisam e amputações, porque seus ferimentos estão infectados".

"Sempre é uma decisão muito difícil, e mais ainda em um país pobre como o Haiti", disse.

O hospital, com 70 camas, pode atender 200 pacientes por dia e fica junto ao Hospital Geral de Porto Príncipe.

Conta com um pessoal de mais de 20 membros da Cruz Vermelha da Noruega e do Canadá, e da Magen David Adom, de Israel.

Outra organização que está realizando centenas de operações em feridos é a Médicos Sem Fronteiras (MSF), que hoje informou que continuam as longas filas de pessoas que esperam tratamento.

No hospital que têm no bairro de Choscal, onde trabalham 24 horas por dia, "os pacientes se assustaram tanto ontem com a forte réplica que tivemos que tirá-los para fora do edifício e colocá-los em tendas", afirmou a MSF, em comunicado.

No hospital de Carrefour, começaram a dar tratamento psicológico aos pacientes que sofreram amputações de membros e às famílias destes.

Até o momento, a MSF esteve realizando cerca de 130 operações por dia e atualmente têm dez salas de cirurgia em sete hospitais de Porto Príncipe e três nas cidades de Laogane e Jacmel.

Também contam com outros dois postos onde fazem cirurgias menores, como limpeza e eliminação de tecido morto dos ferimentos.

Espera-se que hoje comece a funcionar um grande hospital de campanha, com duas salas de cirurgia e 100 camas, que está sendo erguido em um campo aberto em Porto Príncipe, e que chegou dividido em duas partes em diferentes aviões.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 (Brasília) do dia 12 e teve epicentro a 15 quilômetros da capital haitiana, Porto Príncipe. Segundo declarações à Agência Efe, o primeiro-ministro do Haiti, Jean Max Bellerive, acredita que o número de mortos superará 100 mil.

O Exército brasileiro informou que 18 militares do país que participavam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

Entre os civis - além da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, e de Luiz Carlos da Costa, o segundo civil mais importante na hierarquia da ONU no Haiti -, foi informado hoje que outra mulher também morreu no tremor, aumentando para 21 o número total de vítimas brasileiras. EFE vh/an

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