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Beber água para matar a sede é suficiente para se manter saudável e nada indica que o aumento do consumo de água seja benéfico para o organismo, indica um estudo divulgado esta semana no Journal of the American Society of Nephrology.

"Há uma escassez geral de análises" relacionadas às vantagens que os órgãos podem obter com um consumo de água maior, consideram os autores do relatório.

Nenhum resultado científico justifica a recomendação comumente admitida para que as pessoas bebam 1,5 litro de água por dia, destacam Dan Negoianu e Stanley Goldfarb da Universidade da Pensilvânia, na Filadélfia.

Os pesquisadores se interessaram por vários estudos que afirmam que o consumo de água melhora a filtragem de toxinas pelos rins. "A pergunta é: beber mais água aumenta esta função normal e importante dos rins? A resposta é não. De fato, surpreendentemente, isto tende a reduzir a capacidade dos rins de funcionar como um filtro", disse Goldfarb à rádio norte-americana NPR.

A água é muitas vezes apresentada como importante para uma dieta. Negoianu e Goldfarb reconhecem que beber mais água faz com que as pessoas se sintam saciadas e isso reduz seu apetite. Mas nenhum estudo clínico demonstrou os efeitos da água sobre a manutenção do peso, acrescentam.

Copos extras de água também não ajudam a melhorar a cor da pele, nem a diminuir as dores de cabeça. Nenhum estudo conseguiu provar estas hipóteses, segundo estes pesquisadores.

O alto consumo de água é justificado apenas em casos extremos: atletas, pessoas que vivem em um ambiente quente e seco ou pessoas que sofrem de algum problema particular.

"Mas a maioria das pessoas não deveria fazê-lo. Devem beber água simplesmente quando tiverem sede", aconselha Goldfarb.

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